segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Que recebido mais gostoso 😍🥰

"Porque eu sou tão complexa, tão difícil de lidar, mas o seu jeito simples de me enxergar me desmonta inteira. O seu jeitinho de tratar a minha criança interior com tanto cuidado, tanta proteção. Mesmo no meio do meu caos, da minha confusão e de todas as minhas incertezas o seu olhar simples é que me acolhe e me faz ficar serena. Então: estou viciando sim. Nesses seus sorrisos que transbordam alegria e essas covinhas hipnotizantes, no modo como seus olhos quase somem quando isso acontece, no jeito que você arruma o cabelo jogando ele de lado e quando ele cai nos seus olhos, no modo como sua respiração fica quando estamos sós. No tom baixo e rouco da sua voz logo pela manhã dos seus áudios matinais, no amor, na segurança, na paz e na felicidade que você me causa, como você faz eu me sentir, como posso ser inteira, ser realmente eu sem qualquer olhar ou julgamento, como me sinto tão bem quando é com você.

Estou viciando sim, no seu “bom dia” mais que feliz, sempre me faz sentir o seu verdadeiro desejo que o meu dia seja verdadeiramente bom, no “boa noite” que nem sempre vem, porque você dorme rápido demais e como eu acho isso fofo.

Estou viciando sim no seu carinho, no seu jeito, trejeitos, suas manhas, seu dengo (obrigada por me apresentar), seu jeito único de me fazer rir até a barriga doer com o seu jeito ou a sua chuva de memes ou só pelo tanto que você ri de tudo tão fácil. Ainda pretendo viciar mais no seu beijo, seu toque, seu cheiro, seu corpo.

Viciei em amar esse coração maravilhoso que você carrega dentro do seu peito e nem se dá conta. 

Viciei em ser sua, viciei em você.

A verdade que isso não é um pedido de namoro, não é um pedido de casamento, é como você faz eu me sentir sempre (anos eu diria hahaha), o quanto a nossa "amizade" significa e como quero que continue como estamos ou como tiver que ser (agradeço sempre pela sua sinceridade em relação a nós)... Você tem se esforçado tanto para falar, sei como é difícil para você, que resolvi te presentear com a minha fala. 

Eu amo você, não esquece e nem duvide! Por favor, pretinha :p 

Já estou com saudade"

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Música

 É quase um desfio encontrar alguém que sinta a mesma coisa que você:

Um conjunto de instrumentos usados de forma certa produzem música. Do mesmo jeito que pessoas, quando”usadas” de forma certa, produzem amor.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Mergulhe em quem lê

As pessoas deveriam namorar/se relacionar com quem gosta de ler. 
Se relacione com quem lê!
Namore alguém que tem problemas com espaço no armário porque tem muitos livros.
Namore alguém que tem uma lista de livros que ela quer ler, que tenha um cartão de biblioteca.
Se aproxime de quem leia. De quem sempre terá um livro não lido em sua bolsa. 
De quem carinhosamente olha as prateleiras da livraria, que grita silenciosamente quando encontra o livro que quer. 
Sabe quando você vê aquela pessoa estranha cheirando as páginas de um livro antigo em uma livraria de segunda mão, aquele sebo? Esse é o leitor.
Eles nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando estão amarelas e gastas.
Ela é a pessoa lendo enquanto espera naquela cafeteria na rua ou no cafe do Belas. Se você der uma olhada na caneca dela, a cremosa não-leite está flutuando em cima porque ela já está meio absorta. Perdido em um fantástico mundo de criação do autor.
Sente-se.
Ela pode te dar até te dar um gelo, já que a maioria das pessoas que leem não gostam de ser interrompidas. 
Pergunte se ela gosta do livro.
Compre outra xícara de café para ela. Deixe-a saber o que você realmente pensa de Murakami. Veja se ela passou pelo primeiro capítulo de Como vejo o mundo. Entenda que se ela diz que entendeu o Ulisses de James Joyce ela está apenas dizendo que para soar inteligente.
Pergunte se ela ama Alice ou ela gostaria de ser Alice. 
É fácil namorar uma alguém que lê.
A parte boa: dê lhe livros de aniversário, de Natal, para aniversários.
Dê a ela o dom das palavras, das suas palavras, na poesia e na canção.
Dê lhe Neruda, Pound, Sexton, Cummings, Thomas Man, Shakespeare.
Deixe ela saber que você entende que palavras são amor.
Entenda que é sabido a diferença entre livros e realidade, mas por Deus, ela vai tentar fazer sua vida um pouco como seu livro favorito. Nunca será sua culpa se ela o fizer. Ela tem que tentar de alguma forma. Minta para ela que está tudo bem, pois o mundo mágico que ela cria é para vocês. 
Se ela entender a sintaxe, entenderá sua necessidade de mentir. Por trás das palavras estão outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Não será o fim do mundo.
Falhe com ela. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso sempre leva ao clímax.
Porque as pessoas que leem, entendem que todas as coisas devem acabar, mas que você sempre pode escrever uma sequência ainda melhor.
Que você pode começar de novo e de novo e ainda ser herói. Essa vida é para ter um vilão ou dois ou até as vezes mais.
Por que ter medo de tudo o que você não é?
O melhor das pessoas que leem é que entendem que as pessoas, como personagens, se desenvolvem, mudam, estão dispostas, porque os livros mostram isso.
Por isso, se você encontrar uma pessoa que lê, mantenha por perto.
Quando você encontra la no meio da madrugada, segurando um livro em seu peito e chorando, faça um carinho. Você pode perdê la por algumas horas, mas ela sempre voltará para você.
Ela vai falar como se os personagens do livro fossem reais, porque por um tempo, eles sempre são.
Você vai sorrir tanto que vai se perguntar por que seu coração não estourou e sangrou por todo o peito ainda. Vocês escreverão a história de suas vidas, com nomes estranhos, gostos até estranhos, aventuras intermináveis.
Namore alguém que leia, porque você merece. Você merece alguém que possa te dar a vida mais colorida imaginável.
Se você quer conquistar o mundo e os mundos além dele, namore uma garota que lê.
Ou melhor ainda, namore uma garota que escreve.
Se ela escrever, é melhor ainda! 

sábado, 28 de novembro de 2020

Ver

“Porque a todos é concedido ver, mas a poucos é dado perceber. 
Todos veem o que tu aparentas ser, poucos percebem aquilo que tu és”.
Maquiavel 

domingo, 15 de novembro de 2020

Deixa entrar ♡

Muito tem se falado em perdas e ganhos, já notou que quase perdemos nossa capacidade de nos emocionar?
Parou para pensar que explicitar gostar de alguém parece caiu em desuso?
Que contemplar a lua cheia virou demodê?
Que amar é caretice?
Ficar em casa sábado a noite é um passaporte para as fraldas geriátricas e quase inconcebível?
O que poderia ser paz, encaramos como tédio? 
A constar, alguém aí anda preocupado com a possibilidade de não suportar a própria companhia caso a internet dê pau e o mundo pare de girar por alguns minutos?
O quanto se perde dependendo da resposta de cada uma dessas perguntas e como elas me fazem grata pelos amigos que tenho, pela minha família. Por amigos que ao primeiro sinal se fazem presentes. Esse final de semana foi diferente, foi com o calor amigo, de amor, que fui acolhida pela angústia da impotência diante do que está acontecendo com a minha avó. Foi bom parar esses dias!

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Vó 👵

 As pessoas as vezes tomam a liberdade de me chamar de fria, sem sequer me conhecer, por um simples ato meu diante de uma situação que exige calma e não desequilíbrio.
 A vida às vezes exige certas posturas da gente que acabam implicado essa imagem. 
Amanhã já vai fazer uma semana que a minha vó pequetita está internada, sem melhora... o coração dói... ir visitá-la não é suficiente. O sentimento de impotência é a pior coisa que pode acontecer, ele as vezes me endurece para dar conta. 
Mas gratidão aos meus amigos de engenharia que me permitiram acesso até ela e aos amigos médicos que tem estado pertinho dela por mim e cuidando com tanto carinho.
A minha vovó pequetita há de sair mais forte ainda. 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Equilíbrio

Imagina você, se eu me preocupasse com o que todo mundo pensa?
Se me importasse para os olhares tortos na minha direção?
Se eu ligasse para os sorrisos irônicos a minha volta?
Se eu ligasse para o que estão falando a meu respeito? 
Imagina, mas só imagina mesmo.
Porque não vai sair da sua imaginação. Eu não me importo com nada disso, muito menos com o que você vá imaginar.

Eu já não tenho bebido mais, demais, quase não bebo. Quer dizer, agora, bem de vez em quando, comecei a beber só porque entendi quando me falavam que sem álcool é tudo muito pior. As vezes ele traz aquela leveza/moleza gostosa. 

A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo. “Aqui tem coragem”! Hahaha 

Prazer do Autocuidado. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Brasil de 2014

Encontrei isso nos meus arquivos escritos de 2014, mantenho as palavras, reitero e acrescento: uma pena os fascistas serem mais unidos que as pessoas de ideais comuns de inclusão e igualdade. A violência só aumenta, a intolerância só aumenta...  

2014: 

"A voz do povo é a voz de Deus"!
Ha quem diga que baseado nisso podemos definir o atual governo do Brasil, pois se o povo grita e questiona, xinga e reclama, é porque o governo é de fato falho. A partir do momento que a voz do povo é baseada numa alienação televisiva de direita, contra o progresso intelectual de seus eleitores, para que assim mantenham as audiências de programas de baixo valor intelectual e que os brasileiros passaram a questionar isso por estar tendo mais vontade de qualidade dentro de casa,  pode se dizer que é uma fonte de informação confiável ou que o povo brasileiro esta sofrendo da grave alienação? 
O governo Lula e o Governo Dilma, assim como todos os governos da historia do Brasil e do mundo, tem um milhão de falhas e problemas. Pode se até querer discutir que seja pior ou melhor que os antecessores, mas não vem ao caso.
O Brasil espalhou um terrorismo mundial para a copa do mundo 2014 sediada no mesmo, deu um tiro no próprio pé ao tentar se boicotar, mas para a tristeza dos que foram contra a copa - os mesmos que estão em todos os jogos, comparecendo nos estádios- tiveram a frustração de ver o sucesso da copa em todo o mundo, inclusive no Brasil! 
A política é um processo e o governo desse ou daquele governante é só uma peça de um sistema muito maior. É muito reducionista colocar a culpa em um único governante. E acaba por tirar o foco dos problemas reais. Não é a copa que vai mudar um Brasil de anos, não é uma revolta temporária que vai mudar, é preciso um esforço diário e cotidiano para fazer as coisas começarem a acontecer. Muitos em suas camas confortáveis, em seus lares julgando vários programas adotados pelo governo Dilma para tentar melhorar a situação brasileira, o que pode não ter sido a melhor forma de resolver as coisas ao mesmo tempo que, o que poucos sabem é que essas medidas adotadas pelo governo tem criado motivações para várias áreas do país que antes invisíveis, para donas de casa (principalmente do norte) se tornarem mulheres independentes e longe dos seus maridos agressivos, não só pela ajuda financeira ou acesso as informações que passam a ter que elas fazem isso, mas também pelo incentivo de seus filhos que agora frequentam a escola por terem condições para comprar o material que antes lhes faltavam. 
O Lula pode ser isso ou aquilo, mas ele não criou o sistema tributário absurdo e ridiculamente atrasado que temos hoje. Ele não criou um sistema de exclusão social e impunidade que fabrica criminosos a torto e a direito. Ele não criou um sistema prisional desumano que piora as pessoas ao invés de reabilitar. Ele não criou pobreza ou desigualdade regional. Ele não criou corrupção. Ele não criou violência, policial ou não, não criou, carrega essa responsabilidade e ainda cria formas de tentar sanar. Tentar culpar um presidente ou um partido ou um governo por todos os problemas do mundo é maniqueísta, reducionista e burro. Os problemas são bem maiores que o Lula ou a Dilma. 
Eles são parte do problema? Sim.
Mas a maior culpa deles ou qualquer outro presidente da historia do Brasil, é que eles não mudaram o paradigma geral. Fazem uma coisa, negligenciam outra. Na busca por se manterem no poder, todos os partidos acabam por deixar de lado aquilo que realmente importa em favor de algo que traga votos. Todos os partidos. Por mais que a extrema direita conservadora-coxinha do Brasil tente falar que isso é coisa de Petista e populista de esquerda.
Não.
Isso é coisa de política do Brasil. É isso que os protestos têm que lutar pra mudar.
Um presidente não tem o aval para decidir nada sozinho, sem o conselho que o constitui, um presidente não tem o poder para um país inteiro e coloca lo da forma que ele acredita ser a melhor.
A politica é constituida de poderes, de democracia.
Brasil não vive uma política militar agora.
Para um bom entendedor da historia, isso é um marco político e futebolístico para o Brasil. Um marco! 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Deixa ir! Adeus!

Eu te desejo uma história com final feliz e sabedoria para não perder um amor... 
Foi isso que eu te disse um dia.
No dia em que definitivamente eu comecei a entender que o nosso namoro tinha acabado, que ali começava uma nova fase da minha vida, o término de mais um ciclo e o início de uma nova vida.
Em algum momento eu te falei que nenhum relacionamento é sobre tempo. Hoje eu percebo que não é mesmo, nunca será.
Você foi tudo de mais próximo que eu consegui me aproximar de um relacionamento verdadeiro, de uma entrega inteira, intensa. Sim! É verdade!
Eu posso ser rude as vezes, porque não aprendi tão bem assim a ser amigável, eu posso ser dura... foi a forma de amar que eu aprendi e vivi. Não é desculpa, é não saber mesmo.
O dia que eu realmente percebi o que eu sentia por você, eu me dei vida de novo. Me abri!
Eu me sentia preparada para tudo com você ao meu lado.
Amar você, ser fiel a você, não era questão de compromisso ou responsabilidade, era prazer, era não ter espaço para mais nada em mim além de nós. Foi perfeito! 
Eu queria me tornar para você, tudo que você se tornou para mim. Cuidar de você, acolher... te dar dengo! 
Quando eu achava que já não sentiria mais, que não seria possível mais, você chegou e mudou tudo. Eu não achava que não daria, não pelas pessoas, mas por mim. Eu não queria, eu me tranquei. Superar certos encerramentos exige muito as vezes e quando você chegou, eu já não estava em mim para permitir mais. Eu estava preferindo viver de memórias, outras perspectivas.
Foi devagar que você chegou e tomou um lugar que eu achava que ninguém mais seria capaz de ocupar: a pessoa que eu confiaria tudo, tudo mesmo. E assim se fez.
Quanto tempo eu não me sentia tão viva e inteira, quanto tempo eu não dormia e acordava pensando em alguém, ansiando por alguém. Você me devolveu isso, esse prazer de sonhar junto, crescer... você não pode nem imaginar o que foi tudo isso, o que fomos nós. Você não pode imaginar o quanto eu lamento certas coisas.
Eu sei que nunca será sobre o tempo, mas sim pelo contato, pela troca, por como tudo é construído, porque no pouco tempo que tivemos, foi lindo, foi mágico, foi intenso, foi inteiro, vivo.
Eu tive muitos namoros, como você sabe, mas sem perspectivas, sem sonhos. Eu estava sobre muitos efeitos para pensar nisso, machuquei outras pessoas por isso, e por isso hoje, só hoje eu entendo muito dessa dor que causei em outras pessoas e em como eu não quero causar mais.
Nós nos perdemos em alguns momentos, desencontramos de tudo, isso não parecia nos enfraquecer, depois resolvíamos e em distância e nosso mundo nos tínhamos de novo e de novo e parecia ser o mundo perfeito para mim, que ali seríamos ternas.
Eu experimentei de muitos sentimentos novos com você, que você não pode imaginar.
Tive amores, tive tudo, mas nada que chegasse perto.
Me assustei, tive medo em vários momentos, mas eu te ouvia e passava, não te ouvir pelos meus medos e anseios, por muito você nem chegou a saber. Você não soube de vários medos que tive e eu fingia que não era nada e você só por ser você me acalmava.
Não queria ser peso, nem medo, queria ser alegria.
Compartilhamos muito, nos conhecemos muito, e acho que a sua partida foi uma das minhas maiores dores.
Sonhar pode doer, pode dar medo, pode ser assustador.
Eu sou expansiva pro mundo mas fechada para mim.
A última coisa que eu sempre quis foi te machucar.
Eu te devo a verdade e sempre a verdade. Você me despertou para vida e isso foi incrível. Você sempre me trouxe os sentimentos mais leves e deliciosos de viver... tudo que você me trouxe foi de uma cumplicidade que nós nos permitimos viver.
Eu romantizei a gente ao ponto de desejar sábados e domingos em casa, cozinhando, vendo tv.
Doeram os erros que cometi com você, doeram os equívocos, doeu reconhecer, doeu você partir.
Por mais que você não acredite, eu não culpo ninguém além de mim por isso, pela sua partida. E por mais que eu não concorde como muita coisa aconteceu, por mais que eu não entenda, eu sei o que foi e é horrível.
Eu encaro isso e enfrento, porque é o que precisa ser feito e você faz eu querer ser essa pessoa melhor, mesmo não estando mais aqui. Mesmo não sendo parte disso. Eu sei que não foi ninguém além de mim que causou tudo isso.
As lembranças dos nossos momentos juntas, em presença, como foi tudo perfeito, mesmo que com algumas brigas, as nossas trocas. O primeiro encontro e até a despedida no aeroporto, o frio na minha barriga de te ver passar pelo embarque e a vontade de ir lá, buscar você, não te deixar ir...
Você nem de longe imagina o quanto foi amada.
Enquanto por anos você me desejou em silêncio, por meses eu te desejei em compensação a isso.
Era você daí, onde você está, e eu daqui. Desejando verbalmente, sonhando com o dia que iríamos nos encontrar. Assim fomos fazendo a nossa história: em detalhes, mínimos detalhes. Até conhecer o seu melhor amigo aí, a sua prima, tudo... 
Eu lamento que as coisas tenham se feito dessa forma, que os seus sentimentos tenham se esvaído, que eu causei isso. 
Eu queria poder ter te dito isso, queria ter podido te olhar nos olhos, te dado um abraço. 
Eu mereço toda a culpa e desisto de ser endireitada.
Eu já não posso mais te dizer essas coisas.
Eu já não me permito sentir mais. Mas eu sei que você me ensinou uma nova forma de amar e que independente de qualquer coisa, até mesmo a distância, é possível se doar. 
Eu sei que eu já sinto sua falta, que a saudade é inevitável.
Sua voz doce, seu jeitinho de conduzir a vida, sua forma radical irredutível de acreditar, seu ciúmes possessivo enrustido de doçura... é isto!
Tudo isto e muito mais que fomos, que você causou em mim, em como tem muito de você em mim... 
Eu sei que estamos em paz, cada uma.
Eu amo você, amo muito! É genuíno, é lindo! 
Eu espero que você ainda tenha minha blusa de unicórnios. Eu espero que você ainda tenha a gente! 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

MEDO

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia?
Que morre no amor, na tristeza, na dúvida, no desejo.
Que te renovas todo dia:  
No amor, na tristeza, na dúvida, no desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas. 
Até não teres medo de morder.
E então serás eterno.
 
Não sejas o de hoje. 
Não suspires por ontens... 
Não queiras ser o amanhã.
Faze te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens, em todas as existências, em todas as mortes.
E sabe que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade... 
É a eternidade.
És tu. 



DE SENTIR TANTO MEDO MAIS TANTO MEDO, QUE DEIXAMOS DE VIVER, DEIXAMOS DE EXISTIR!!!
ESQUECEMOS QUE MESMO COM MEDO TINHAMOS QUE VIVER, TINHAMOS QUE EXISTIR...
QUE NÃO PODERIAMOS DEIXAR O MEDO E/OU A ANSIEDADE NOS CONSUMIR, OU EU MESMA, DEIXAR ME CONSUMIR
O PASSADO ESTAVA ALI, ASSOMBRANDO E INALTERADO,
O PRESENTE ACONTECENDO PARA A CHEGADA DO FUTURO TÃO ESPERADO...

TENTAR APAGAR LEMBRANÇAS NÃO SIGNIFICA NADA MAIS.

BENDITO SEJA O NOSSO PASSADO, MALDITO SEJA O NOSSO NÃO RECONHECIMENTO DO NOSSO PRESENTE MOMENTO ...

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Me dedico!

Eu adoro a ideia de não desistir das coisas, quer dizer, de nunca desistir das coisas. As coisas que eu realmente acredito e como o passar dos dias me convencem mais ainda de que vale a pena... Sonho com o coração, realizo com muita dedicação e o máximo de razão.

Adoro a forma que o limite não existe, ressignifico o aprendizado, me inspiro no simples e complexo, não meço esforços para realizar os sonhos e como foco, me empenho e dedico...
Carrego o peso das noites em claro, dias de estudo, livros e fatos científicos, trabalho, exercito, interpreto, decifro, estudo, me reviro, sou caxias, nerd, porque me apaixono perdidamente pelo que acredito, me agarro com amor... Meu símbolo do pensamento.
Defendo com unhas e dentes, sempre mantendo o senso de justiça, não me rendendo aos acasos, ou conseguindo conciliar... Carrego sim, com muita firmeza, me arrisco, encaro o abismo sem temer o o impossível, as vezes até gosto dessa emoção durante o percurso...
Vou me moldando com muita consciência.
Eu me apresento ao infinito!

Como cada realização me traz uma alegria e felicidade por cada objetivo vencido. 

Desde muito criança eu sempre fui muito competitiva e focada, do meu jeito, mas sempre fui, e tudo que eu realmente quis eu consegui... 

Não será diferente agora. Tenho certeza disso!


Oi tempo

De repente seus movimentos são acordes inesquecíveis que dominam a máquina que desliza obediente pelas ruas encruzilhadas das estradas, pelas veredas de lugares inóspito... 

De repente cada movimento representa um pedaço de voce, uma parte da historia que voce carrega…

Não que sejam só os movimentos, mas tudo que ele carrega, uma lembrança construída, uma memória genética...
Hoje eu viajei pelas memórias literárias da minha infância, adolescência…
Nos livros que escrevia para as oficinas de literatura e as músicas que compunha para as aulas de musica.
Nas fotos da infância, adolescência… 
Uma viagem no mundo dos vivos e no mundo, dos agora, mortos.
Imaginar que de alguma forma, minha vida poderia ter seguindo um rumo COMPLETAMENTE DIFERENTE do que é agora, que eu sequer teria me aproximado de viver coisas que vivi e vivo. 
Independente de qualquer coisa, como sou feliz com a vida que tenho, tudo que me permito e quero me permitir.
Acho que tudo me fez entender um pouco desse meu desejo por adrenalina, certas anestesias, prazeres… um pouco desse olhar para vida e morte que tenho.
Desse excesso de vontade vida e da ausência do medo da morte. 

Foi uma viagem no tempo. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Um pouquinho de mim

Pequeno resumo do meu manual de uso:

É possível invadir ou chegar com delicadeza, só com não tanta delicadeza e tão devagar ao ponto de me fazer dormir.
Não grite comigo, porque além de me assustar, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas… permita que eu escove os dentes primeiro e tenha meu momento cafezinho.
Fique a vontade para me tocar, principalmente nos cabelos, a vontade para me fitar com os olhos e minta para mim sobre minha nocauteante e diferente beleza.
Tenho vida própria, as vezes pareço distante, não intencionalmente sou só eu distraída com no meu mundo, me faça sentir saudades, conte coisas que me façam rir, conte piadas e não seja preconceituosa, intransigente, intolerante, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para quando me encontrar, reconhecer em mim um porto seguro, um albergue da juventude, pois estarei aberta e com todo prazer para te acolher e te receber em meus braços.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa, que talvez você nem entenda no momento.
Respeite meu choro quando acontecer, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Ou seja, fique sim comigo quando eu chorar, ta bem?). Quando necessário seja mais forte que eu e menos altruísta!
Posso ser brava ou muito brava as vezes, como também ser a pessoa mais doce e fofa que você ja viveu na vida.
Não se vista tão bem, mas também não se vista tão mal… gosto de camisa para fora da calça, cabelos bagunçados, gosto de braços, gosto muito de pernas e de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos e até mesmo um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade, para que assim eu possa cuidar de você.
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Você pode odiar a vida doméstica e os agitos noturnos, como também ser um pouco caseira e um pouco da vida.
Não seja escrava da televisão, nem xiita contra, podemos fazer programas legais no sofá e TV.
Não seja minha escrava, nem minha filha, nem minha mãe, mas as vezes seja todas elas. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca…
Goste de música e me mostre seus gostos, seus gostos por arte, política, vida, tudo... vou adorar viver mais você, goste de sexo.
Goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, pode me apresentar sua família… se calhar… deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.
Quero ver você nervosa, inquieta, olhe para outras pessoas, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Me conte seus segredos, os "banais" e os mais íntimos, me faça seu confessionário, orelhas… me faça massagem nas costas.
Fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.
Me rapte!
Se nada disso funcionar… experimente me amar.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Cura

 “Esses dias eu li a seguinte fala do Bert Heringer: “É um erro grosseiro pensar que os clientes querem livrar-se de seus problemas. Muitas vezes, só desejam que sejam confirmados.” Imediatamente me veio à cabeça uma frase que li há anos, do Hipócrates: “Antes de curar alguém, pergunta-lhe se está disposto a desistir das coisas que o fizeram adoecer”.

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Lembrei-me ainda de várias pessoas que berravam um teórico desejo desesperado de se curarem, mas que fugiram raivosos quando confrontados com o que deveriam fazer para isso.

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Não se enganem: curar-se envolve sentir dor (e, por isso, requer coragem). E não poderia ser diferente... Cuidar de uma ferida física requer manipulá-la, limpá-la, medicá-la e, muitas vezes, costurá-la. Por que seria diferente com as feridas da alma? E curar-se delas exige, ainda, parar de alimentá-las. Caso contrário, isso se torna um ato tão frustrante quanto o de tentar enxugar gelo.

Aonde chega uma pessoa que adoece por sentir raiva pelo pai, mas que não está disposta a ressignificar essa raiva (não para transformá-la em indiferença, mas em amor)?

E uma pessoa que tem depressão por desrespeitar a si mesma sem limitar o que solicitam dela, mas nunca está disposta a experimentar oferecer um inicialmente doloroso “não” a quem extrapola os seus limites já conscientes?

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E a que está cansada de chorar, mas não está disposta a se despedir emocionalmente de quem já foi embora há muito tempo?

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Elas não chegarão a lugar algum.

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E todas as mágicas superficiais da moda, sejam mudanças de crenças, de vibrações mentais ou técnicas de fortalecimento de força de vontade, fornecerão, se muito, apenas uma melhora momentânea.

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APEGADOS ÀS CAUSAS, ALIMENTAMOS AS CONSEQUÊNCIAS.

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Como disse Hermes Trismegisto: “Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas NENHUM ESCAPA À LEI”. Ou seja, gostemos ou não, somos responsáveis por tudo que nos acontece... E, se desejamos mudar as consequências, precisamos, sim, nos desapegar das causas.

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Não há outro caminho

O Quero

Eu acredito nos acasos, nas casualidades, nos encontros, nos desencontros, nas passagens, nas chegadas...
Eu acredito nas conversas que temos, em todas que já tivemos, nas músicas que cantamos, nos filmes que assistimos, nos livros que lemos...
No que somos e nunca deixamos de ser.
Eu acredito que podemos ser muito fortes, muito mais do que imaginamos.
Podemos ser como todos, podemos ser únicos, podemos ser como quisermos.
Quero que faça sentido, que não faça sentido algum, que a gente se perca para se achar ainda melhor, que entre nós, não exista lei.
Quero ser tudo que tem graça, que tem gosto e da pra sentir.
Quero o que mais me da vontade e quero vontade pra prosseguir.
Quero voar, mergulhar, morrer e matar a vontade de querer... 
Quero ter! Quero ser!

domingo, 30 de agosto de 2020

Acolhimento

Eu não sei de tudo que você já enfrentou nessa vida, das coisas que enfrentou e de como precisou fazer.
Não sei quantas vezes você se encontrou caída no chão, sozinha, sem ninguém para te ajudar a levantar, se teve ajuda ou não.
Não sei quantos tropeços te deram, quantos te derrubaram realmente.
Não sei das suas dores e cicatrizes, se já passaram ou se ainda estão aí, e como elas estão.
Você não precisa me contar se não quiser, apesar de que eu gostaria de saber e tentar, mas eu entendo, pelo menos tento. Talvez eu não sinta exatamente o mesmo, porque isso seria realmente impossível, mas juro que tento entender mais a cada dia.
As vezes quando seus olhos estão cansados se parecem com os meus. Sua boca, que pronuncia as palavras tão calmas, doces, as vezes vejo grosserias e sei que não são suas. Eu sei que atrás do seu sorriso, muitas vezes, se escondem vários não-sorrisos. Eu sei que nas suas brincadeiras, se escondem uma vontade de chorar baixinho, calada, sem plateia alguma que possa te julgar, de um momento tão íntimo e seu, que não se permite nunca compartilhar. Eu sei também que no seu “não foi nada”, existem vários “tudos” que ninguém nunca para para escutar, desse jeito que você gostaria que fosse. Acredite, eu sei como é.
Sei como é você gritar calada por um pedido de socorro e todos te olharem e simplesmente passarem reto, porque isso não está claro para eles.
Mas olha, eu quero que você saiba que não vou ser uma dessas pessoas. Sei que talvez agora, você não acredite. Eu também não acreditaria, mas vou te provar que vai ser diferente, vou te mostrar que aqui é peito, colo, aconchego, dengo, abraço, acolhimento. Você não precisa se cobrar tanto e tampouco ser perfeita, que seus defeitos são efeitos sobre tudo. Vamos aprender juntas a seguir esse caminho. Não vou te abandonar na primeira dificuldade. Não vou te julgar ou te deixar pra trás.

Eu já estive em um lugar parecido com o seu e, vez ou outra, me deparo voltando para o mesmo. Ninguém foi capaz de me escutar mais do que cinco minutos e dizer tudo isso que eu estou te dizendo agora. Ninguém nunca foi tão por mim o que eu quero ser por você e para você, algumas pessoas chegaram a tentar, não vou ser injusta. Quero que você saiba, deixando bem claro, que isso não é uma troca de favores, nunca será. Estou aqui, inteira para você porque o meu coração quer estar. Então vem, segura a minha mão. Agora aperta e não solta. Estamos juntas nisso de verdade. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Marla Medeiros

Veio como 
                  FOICE
                  FOI SE
Como veio.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Renovar

Eu meio que me saturei, sabe? Exauri!

Cansei dessa falta de vida, ficar trancafiada dentro de mim mesma nesse tempo. Sentindo falta de viver o mundo, o todo, explorar. Extravasar.

Um ato de resiliência me levantar todos os dias, ir a luta quando acho que não vou dar conta e a vida deixa de fazer muito sentido. Acho força para ainda assim sorrir e ser gentil com as pessoas, mesmo sufocada por dentro.

Me impressiono com a forma como me disponho a dar um amor que nunca vivi, na verdade eu o descubro hoje em dia em cada pessoa, esse formato de amor apesar do modo como sempre fui tratada. 

Eu sempre sigo, sempre olhando para frente e sem nunca desistir, porque acredito e sempre vou acreditar que existe algo maior me esperando.

Eu posso jurar, que se pudesse ser no mínimo normal talvez eu até tentaria.

Eu me lembro bem do era uma vez…

Quando eu olhava alguém normal vivendo uma adolescência normal, pensava: como será?

Eu as via e desejava aquela vida normal, o mundo delas. A minha foi um normal de anormal para muitos, mas não reclamo. Tive tudo que precisei para estar aqui hoje e ser exatamente essa pessoa que sou. Não era exatamente o sonho de adolescência mas era a minha adolescência.

Hoje me pergunto se restam fragmentos daquela adolescente em mim? De como as vezes sinto uma saudades de certas coisas daquela euzinha.

Eu não posso assegurar uma resposta, eu apenas gostaria que isso acontecesse as vezes.

Não sei quantas vezes tentei ser como aquelas garotas dos livros românticos, com uma linda infância, um lindo romance e uma ótima vida.

Você sabe o que é colocar, todas as noites, sua cabeça no travesseiro e sonhar com um romance digno de livro de romance e amigos para a vida inteira?

I-n-c-o-n-t-á-v-é-i-s foram as noites das quais desejei isso, que almejei com toda a minha força uma vida assim.

Eu queria ser aquela pessoa que alguém se apaixona e re-apaixona todos os dias, mas na realidade minha confusão interna afasta todos de mim, eu já nem sei mais como melhorar meus erros e defeitos, eu já cansei da minha dificuldade de comunicar, de ter uma boa relação e de não trazer peso e dor de cabeça para a vida de alguém.

Eu me saturei dessa tentativa de fazer tudo diferente, consertar meus erros, ser alguém, alguém diferente do que realmente sou... saturei de ouvir o quanto estrago tudo que toco e como machuco todos que me relaciono, que a minha forma de falar não é fofa, que meu tom desagrada e de quando eu tento ser fofa, ouvir que to chata ou que não faz sentido eu querer saber de alguém, me frustar, reclamar e depois ter coragem de procurar de novo. Realmente tenho refletido muito. 

Eu vou manter o respeito, jamais vou fazer o que não gostaria que fizesse comigo.

Renovação! 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Gente

Eu gosto de gente que sente ciúmes, aquele ciúmes fofo, saudável e que até rende um sexo gostoso demais, que emburra e que desfaz o bico assim que recebe meu dengo.
Eu gosto de gente simples, que se dispersa vendo onde aquela formiguinha vai carregando sua folha, a marca do trajeto.
De gente que tropeça e sai correndo, fingindo que estava brincando.
Gosto de gente meio estranha, que olha dos dois lados pra atravessar a rua, mesmo sabendo que ela é de uma mão só.
Eu gosto de gente natural, de cabelo bagunçado, de cara de sono, de sorriso largo e coração grande.
Gosto de gente que depois de tudo, me mostra um lado que eu não conhecia e que facilita o meu sentimento de preguiça e afastamento para poder partir.
Que deixa claro mesmo que nem o interesse em saber se estou viva ou estou morta existe.
Gosto de gente com transparência suficiente para que eu me coloque no meu lugar e me faça tranquilamente seguir em frente sem olhar para trás. 
Gosto da honestidade desse poder partir.
Gosto de gente que também me deixa ser bagunça, porque sou muito.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Ser livre para ser livre

Viver as dimensões as cores, os sopros. 
Ouvir a multidão de vozes no silêncio do vazio, da plenitude. 
Tatear caminhos com as pernas para o ar.
Se libertar de sentimentos que te prendem, das amarras que querem te frear. 
Ser inteira onde estiver e no que estiver, para quando se libertar, libertar por inteiro também. 
Experimentar as cores e os sons dos desejos, senti-los. 
Permitir viver as histórias, permitir que se vá. 
Nem precisa tempo, é com você se libertar. 
Fazer dos sabores sensações, dos cheiros perfumes, dos toques prazeres. 
Se permitir viver o presente e vislumbrar o futuro.
Não insista em aterrar quando você é do ar: querer ser diferente de quem se é, é um desperdício de si. 
Você não é o que fizeram de você. 
Se permita.
Se perdoe.

sábado, 25 de julho de 2020

Tudo muda! Obrigada pelo dia!

A vida segue né!

Ela tem que seguir...

Desacelera, quieta as pernas, as vontades, esquece as expectativas e passa a viver por si e para si, da fantasia a realidade.

Ir, ficar, apenas um...

Tudo o que foi bonito fica com toda a força.

Mesmo que a gente insista que precisa apagar com outras coisas bonitas, leves, intensas ou coisas novas, certos momentos nem o tempo apaga, ele apenas transforma.

A gente lembra, não tem como.

O bom, é que já não dói mais.

Da uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e faz um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar para trás.

Um dia rindo em boa companhia, divertindo e distraindo o tempo todo.

Então pensa que esqueceu e que finalmente libertou.

Mas quando chega o fim da noite, percebe que qualquer sinal de esquecimento foi passageiro, não se esquece o que não está mais presente... até que, partiu...

Não é para esquecer, não precisa esquecer do que esta liberto.

Perfeito! 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Nerudinha

“Si nada nos salva de lá muerte, al menos que el amor nos salve de lá vida”.
Seja a mudança que quer ver no mundo.

domingo, 12 de julho de 2020

Decepção ou Produto?

Não seja irresponsável com o coração alheio!
Ninguém tem esse direito!
Você confundiu minha educação e a minha disposição com falta de amor próprio. 
Você lida como se estivesse devolvendo uma mercadoria que já não é mais necessária para você, e realmente, talvez não seja, mas não há mercadoria, porem tenho digerido pouco a pouco isso. 
Me choca ainda o fato de que eu tenha certas ideias na cabeça, porque não consigo me acostumar com a naturalidade de tornar as relações descartáveis, com essa forma de tratar os sentimentos das pessoas ou porque eu acredite demais em superação conjunta, ou porque eu me importe e respeite cada história que construí. Isso é meio desanimador.
De você eu esperava um pouco mais de consideração e respeito, mais sensibilidade e empatia, já que para você eu realmente abri medos, inseguranças, fiz de você melhor amiga, antes mesmo de permitir qualquer outro tipo de envolvimento.
Me abri e me despi, e em contra partida, eu não recebi um mínimo cuidado vindo de você no final. Na verdade, já é sobre mim: acreditar nas pessoas e me sentir especial.
Eu sinceramente não consigo ver onde você se esforçou, ou mesmo sequer tentou, se realmente o início foi tão real ou se apenas você querendo realizar um mimo/desejo seu, florindo tudo.
Não sei dizer se no final já não foi tudo de propósito para chegarmos a esse ponto, já que você estava decidida a viver sua vida ai, ou se suas insatisfações promoveram isso e fizeram você se vingar de tanto rancor que tinha em você dos erros que eu cometi.
Talvez você tenha realmente tentado, eu não tenho condições de julgar nada, mas não fez o mínimo para eu sentir.
Eu só queria dizer, que quando você chegou aqui, meu coração e minha cabeça ainda estavam com certa desordem, aos poucos os coloquei em ordem.
Eu te avisei dos meus medos, do meu passado, da minha dificuldade de entender certas coisas e você se mostrou disposta, mas entendo que os limites existam.
Você chegou devagar, com zelo, cuidando paciente e me fazendo acreditar numa relação de novo.
Vivemos nossas maiores confidencias e trocas, tudo por mensagens.
Tudo diferente demais, vivemos o virtual, depois um pouco do carnal, que para mim, foi uma delícia.
Tudo isso você fez aqui, fez assim.
Faz muita falta o contato físico para resolver as coisas, mas como nós éramos especiais, ter a certeza de nós, amenizava essa necessidade. 
É claro que você tem todo direito de seguir sua vida, mas precisava terminar de maneira tão covarde algo que você se esforçou tanto para conquistar?
Para que tanto cuidado no inicio para tanto desleixo no final?
Para que falar que vai responder, quando sequer se dá ao trabalho disso? 
Você não tem obrigação de se comprometer com ninguém, mas isso não te da permissão para ser irresponsável com o coração alheio.
Eu COM CERTEZA ERREI MUITO, mas não ao ponto de tratá-la dessa forma tão desprezível. 
Imagina se fosse o contrário?
Esse direito você não tem! 
Você não me emocionou, você me endureceu!

domingo, 5 de julho de 2020

Refazer

É muito louco isso, mas é como as vezes acontece:

Eu vou ignorar você em alguns momentos e logo depois vou te procurar como se a distância me arrancasse os pulmões (meio que arranca. Não é fácil ser essa ansiosa compulsiva heheheh) e nada tivesse acontecido.

Vou fingir que minha loucura não é o que nos afasta e que você não gosta disso. Eu vou cansar, xingar você, mas depois vou querer um pouco do seu colo, é o jeitinho que tenho para pedir. Meus ciúmes irão te chatear ou aumentar o seu ego, você só precisa aprender a não instigá-los e então seremos felizes. Não sempre, claro, mas até o próximo surto, me curta, porque estarei inteiramente dedicada a amar você. Aproveita meus momentos de puro dengo e me escuta dizer baixinho, sussurrando que é de você que eu gosto, com você que eu quero ficar. Mas depois me deixa te bater, porque eu vou fingir que me zango para te ver preocupada em me acalmar. Pede desculpa, vai, espera que vou me desculpar.

Se eu der beijinho, sara?

Se eu te puxar para mim você fica?

Me ensina um jeito bom de amar? Eu estou disposta a aprender.

Isso tudo acontece tão inconsciente que é estranho perceber.


Foi isso!

Desculpa não te dizer, eu mesma não sabia! 

Desculpa não ter sabido te viver! 

O mundo já caiu tantas vezes, que as vezes me confundo, e só me resta dançar mesmo sobre os destroços tentando me refazer e me refazer.

Foi muito lindo você ter vindo sempre sorrindo, dizendo que não tem de quê.

Eu agradeço você ter me virado do avesso e ensinado a viver desse jeito novo.

Eu agradeço por ter sido você! 

Eu reconheço que não tem preço! 

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Amor romântico sim

Eu acredito no amor romântico, verdade é essa. Por anos eu não sabia lidar, não sabia me reconhecer, me sacrifiquei muito por isso, trabalho custoso ir contra a nossa essência.
Esse amor romântico ele tem tudo a ver com a vida, a permissão de receber o amor. Eu me aceito definitivamente romântica. 
Com o passar do tempo pode até ser que o sexo diminua? Pode! Mas não significa que o tesao diminuiu. Pode ser que ao invés de um beijo gostoso molhado antes de dormir, seja um selinho. Pode ser que no meio da noite eu não te acorde puxando sexo, mas com um abraço apertado e um beijo gostoso na testa para proteger o seu sono, para você me sentir ali pertinho de você. 
Pode ser que você tenha medo dessas novas linhas de expressão que fazem as novas expressões e que haja alterações do peso. 
Mas, é isso amor. Olha para mim, eu também irei envelhecer, e afinal: não é isso que buscamos? Alguém que transcenda o que apenas os olhos veem? Alguém que a cada manhã nos faça seguras para seguir o novo dia e encarar a vida lá fora, com a certeza que o alento vai estar nos esperando em casa, no nosso lar?
Estamos no auge do sentimento, nossos toques nos causam arrepios, tanto que por vezes, sequer conseguiremos ver um filme até o final que já começaremos a nos pegar de tanto tesao, que nossos corpos conversem a cada toque e no ato do sexo nos olhares cruzem dizendo tudo que realmente somos e o nosso sexo personifica.
Não há mau nenhum nisso. 
Mas também pode ser que pegaremos no sono e dormiremos no meio do filme. Jamais significará que acabou o amor ou que acabou o tesao, mas apenas que sentimos prazer em dormirmos agarradas, que amadurecemos e o amor transformou.
Sabe o que eu quero? Quero esse amor que transforme: me transformar junto de quem eu amo, lado a lado.
Ter o amor como testemunha de uma vida, onde fiz por merecer tudo que conquistei. Quero olhar meu amor e sentir que é a minha parte valiosa, que meu maior investimento foi em nós e foi o melhor que já fiz.
O futuro da um medo danado, eu tenho, mas a cada dia juntas, me faz perceber que o futuro é apenas um retrato do presente. Fazer do presente presente e um dia olhar para trás e vê o magnífico que fizemos juntas. 
Amor só depende de amor, amor só depende das pessoas envolvidas. O amor só vai depender do nós. Viver esse amor, sobre todas as coisas, respeitando e de firma saudável, mesmodiante dos percalços da vida.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

É só acreditar

A gente precisa é aprender o segredo de saber se reinventar. De se tornar uma manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar, até acreditar, com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. De um amor que não enruga, apesar de toda as memórias na pele do coração. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa acreditar! 

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Ufa ou tensão

Finalmente dando conta de processar... apesar da enxurrada de palavras sendo metralhadas, so enquanto penso na próxima palavra. 
A quarentena começou com um desejo desesperado de que tudo passasse logo, não que o desejo tenha sumido, mas a carga dela deu uma pesada.
Primeiro momento o caos foi completamente instaurado sob meu lar, Deus do céu.
De repente meu herói, minha mãe, estava ali "desfalecendo", ela que sempre foi minha representação de força, energia, garra, nunca a vi titubear, ela estava completamente caída em prantos, fraqueza, sensibilidade, nos meus braços (eu não sei usar esses braços). De repente era ela me pedindo socorro, clamando por cuidado. Eu não entendia, para mim ela era mais que humana, havia eu, me esquecido que por trás de toda aquela armadura, existia uma mulher. Ela se mostrou, desabrochou em uma força que de primeiro momento, eu só conseguia agir por impulso para cuida la. Pousada fechando, funcionários sem saber o que fazer, ela sem saber por onde começar e pedindo ajuda. Lançou em mim uma responsabilidade que eu não sabia se seria capaz, se daria conta. Em meio a todo caos da Pousada, tinha ali, simultaneamente meu bar. 
Completando exato 1 mês de funcionamento, quando eu achava que finalmente as coisas estavam acontecendo: FECHAMENTO. O que fazer? Por onde começar? Eu vivia nesse dilema. Não dava tempo para pensar, as questões exigiam respostas imediatas de um movimento nunca visto antes. Posterguei fechar o bar, na esperança sempre: no mês que vem vai abrir.
Não abriu! Não voltou!
Partimos mãe e eu rumo a fazenda, meu avô não estava muito bem de saúde, minha avó não muito bem para realizar as tarefas domesticas. Roça. Família. Tudo junto. Primeiros dias, paz, amor, alegria... só não sabíamos que os próximos dias não seriam tão plenos assim. Antes que isso acontecesse, fazenda, pai (eu seguindo sem resolver nenhuma das questões impostas), tudo lindo até então, cavalgada, ordenha... mas com ele não dá para descansar, não dá para relaxar: briga, revelações e sempre tão agressivas e pesadas. Cada palavra que ele balbucia dá um nó na garganta: por que tanta raiva? Tanto ódio de 3 crianças? por que tanto peso para elas? Éramos apenas crianças. R revela durezas... bebo meu gole de vinho, não consigo deixar de pensar: POR QUE? PARA QUE?
Independente das questões estava TUDO sendo despejado naquela cozinha. A minha cabeça latejava, eu estava estupefata, incrédula de tudo que eu ouvia. Parecia surreal ao mesmo tempo que não surpreendente.
R se retira, ficamos só eu e ele, ali eu falei, desabafei, falei tudo que passei 30 anos controlando. Coloquei para fora... ele falou algumas palavras e se retirou da mesa. Peguei uma cerveja e fui para a varanda, por sorte tinha sinal de celular. Comecei a conversar com a J a respeito, a abrir essa vergonha, a despir uma por uma das peças e faces que me compõem. De tanta vergonha, eu tinha nós na garganta (na verdade até vieram a mim agora, só por escrever). Conversamos por horas e acho que nunca deixei claro para ela o quanto aquilo significou e como estava sendo MUITO difícil falar daquilo. Mas sim, reconheço, ela me ajudou, me acalmou, onde eu achava que não teria calma. No dia seguinte, partimos de volta para casa dos meus avós. Até hoje não sei como e nem porque da terrível recepção que tivemos. Tem certas agressões gratuitas que nunca vou entender. De repente tudo que era paz, se transformou num inferno, e nada daquilo fazia sentido. Cada fala um coice. Finalmente foram confrontadas, mesmo que contra a nossa vontade. Minha mãe que até então estava nos colocando novamente naquele posto: ela vítima e as filhas vilã, as confrontou, no confronto foram duras palavras: "vocês matam a mãe de vocês a vida inteira. Vocês precisam parar com isso. Vão carregar ela no caixão com essa culpa", eu olhei sem entender. Questionei com a minha mãe, ela silenciou e fez cara de nada. Eu sem entender falei: O QUE TA ACONTECENDO AQUI? 
A minha mãe não pronuncia UMA palavra, enquanto isso as minhas tias seguem metralhando, R chorando sem parar e aquilo me causava apenas enjoou, ali já não era possível estar.Vem a fala: "H, você mais que ninguém mata a sua mãe e ainda adoece de drama para causar mais dor para ela".
No susto eu soltei: OI? Que que ces tao falando? (Para tudo, para tanto, o silêncio era inebriante, ninguém pronunciava uma palavra em minha defesa ou mesmo, não para me defender, mas para verdade).
"Você não formou no tempo certo, abre bar, você não foi criada para ter bar, não faz medicina, acorda tarde e dorme de madrugada para ficar falando com mulher e a sua mãe vê isso tudo, sofre, morre e você não faz nada. Não é R?"
R se exalta, ela cometeu o terrível equivoco de se abrir com aquela pessoa que se chama: tia.
Naquele momento eu parei de sentir QUALQUER coisa. Respirei fundo e terminei de ouvir tudo que foi dito. Eu estava realmente sozinha ali. Nada de novo para mim. O dia passou, eu introspectiva, não estava dando conta de falar, um nó na garganta me consumia por inteiro, eu sentia meu corpo recluso gritando para mim: me acolhe, e o tempo todo a minha mãe e R falando de como as minhas tias foram cruéis, e eu me perguntando: por que vocês não fizeram nada a respeito? Por que vocês apenas me deixaram ali?... Por que?...
Segui tentando sair daquele lugar, não me cabia mais... Finalmente veio a salvação: assinar os documentos das funcionárias da pousada em Lagoa Santa e dali, talvez seguir para BH. Tive que assinar um documento em BH, as coisas estavam se decidindo por mim (pausa dramática para respirar). Em BH só faltava J. Acho que nisso tudo na verdade.
Tivemos que voltar para roça, eu já não sei mesmo de onde vinha folego, eu tava travada e pior, ouvindo sempre da R e da minha mãe: "que que foi H? Que chatice" ou então um grude chato e desnecessário, soava falso, enjoativo, não sei explicar... Eu tava sem espaço. Não tinha um cantinho da minha vida que as coisas estivessem dando "certo", eu realmente não tava sabendo lidar. Me agarrei ao que cabia: vacas, queijos e fungos hahahhaha pior que é verdade. O pior, eu não dava conta de conversar, eu tava tão envergonhada de estar passando por aquilo. A terapia ajudou, mas não facilitou. Até que finalmente resolvi não estar ali da forma que eu estava, estava me consumindo em todos os aspectos, inclusive o afetivo. A medida que fui recuperando, abri para ouvir certas histórias familiares, e para ser bem sincera, que vibe, que peso. Deus do céu. De repente as histórias familiares que me eram trazidas dos meus pais, faziam algumas coisas fazerem sentido, como também chegava a dar incomodo e me atrevo em dizer que dor. É engraçado que algumas coisas a memória me traí. Nem tão traição, estresse me da perda de memória e acho que por isso tem certas coisas que mesmo durante o dia, sol rachando, por mais que eu me esforce, eu não consigo lembrar. Os dias foram seguindo, eu seguindo na roça, me agarrei a construção do site da pousada para ocupar a mente, organizar meus horários de modo que eu conseguisse estar sempre ali para J, porque de alguma forma tinha certa paz ali, mas acho que tudo era tão tumulto, que nem me dei conta, não consegui entender que ali também não estava tão bem, de alguma forma, ela estava sendo "vitima" das minhas circunstâncias. Desgastei! Desconstruí! 
Eu não estava conseguindo pensar! 
Eu me tornei o que eu menos queria: chata, possessiva, ciumenta, TÓXICA. Muitas outras coisas. 
Ao mesmo tempo que contava que de repente teria certa compreensão.  
Eu me perdi por algum tempo. 
Voltei para pousada, decidi fechar o bar, foi tudo de uma vez. 
Cheguei no bar, sozinha, para fazer toda mudança, que duraram 4 dias. 4 FUCKUNG DIAS. O que eu senti? Como eu me senti? Estava tudo acontecendo numa pancada só. Numa pancada só eu estava fazendo. Não foi ruim, foi uma mistura de alívio com "o que vai acontecer agora", mas preferi prevalecer no alívio e assim sigo. Finalmente, mudança termina, boteco 100% entregue, saí a notícia: Serra vai reabrir. Putz, parecia pegadinha. 
De um lado correria para me capacitar, para capacitar as nossas funcionárias e conseguir o alvará de funcionamento. Do outro lado, meu relacionamento desabou, eu cobrei, eu exigi, eu briguei, me apossei do que não era apossavel (sei la se essa palavra existe). A terapia foi me ajudando a colocar a cabeça no lugar, retomar a lucidez. 
A pousada retomou as atividades, e de volta o mix: paz com tensão. 24h de preparação com os funcionários, com a minha mãe, comigo. Quantos julgamentos, quantas inseguranças, quantas perguntas, quanta fiscalização... e eu para acalmar tudo isso. Era melhor capinar 100 lotes a ter que lidar e ter responsabilidade das emoções e sentimentos de outras pessoas.
Por último, não menos importante: humilhação por cada escolha que fiz, vindas de onde na verdade não era esperado mas nem me surpreende mais, na verdade, eu acho que pouca coisa vem me surpreendendo. Único ruim de tudo isso, é que me torno pouco a pouco mais resistente em acreditar nas pessoas. É horrível reconhecer egoísmo, descaso, são sentimentos tão ruins de perceber quando direcionados a mim. 
Porque eu não quero mais permitir me sentir assim, porque como eu não quero mais, eu vou fazer acontecer. 
“A gente recebe o amor que a gente acha que merece”, vale mais que para amor, vale para tudo. 
Isso tudo traz uma transformação que já vivi antes e nem de tudo eu gosto... ainda estou estranhando os sentimentos que isso tem me causado...

Meus olhos pesam por causa das noites mal dormidas, meu corpo esta moído e minha mente cansada. Todas as luzes, no entanto, estão acesas. Não quero dormir, não quero me apagar por algumas horas e depois acordar e ter de enfrentar novamente tudo que já enfrentei só por que é outro dia, não quero ter que repensar tudo de novo. Pink Floyd está tocando na rádio, minha alma tem vontade de gritar por libertação. A casa cheia nunca fez tanta falta, na confusão sobra-me pouco espaço para reflexões, na paz elas me dominam.

Por ora, eu dei conta de escrever até aqui... Ufa

Engraçado tudo isso! Não vou reclamar a vida e nem reclamar os acontecimentos, as consequencias e circunstancias, de tudo ainda se faz renovação. O que é estranho. Raiva? Na hora dos acontecimentos senti, varios sentimentos na verdade, não sei defini los.

Por fim, todo esse desabafo basicamente se resume a: esperando tudo isso passar, pensando que para o ano que vem está prevista a próxima crise. Eu que lute

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Tempo?

Sim! Podemos acabar em dois dias, ou durar ainda dois mil anos. Não sabemos qual das duas hipóteses, por isso, é difícil pra muita gente se interessar por alguma coisa, mais ainda agora nesses tempos de tamanha incerteza.
Contudo, você não vai me ver mentir.
Desista!
Mentiria sobre a cor do meu cabelo. Sobre minha altura. Até sobre meus planos para o futuro. Mas não mentiria sobre o que eu sinto.
Nem sob tortura!
Posso mentir sobre minha noite anterior. Sobre minha viagem inesquecível. Mas não mentiria sobre você, sobre nós.
Não na sua cara!
Não me faça mentir e dizer que não te quero. Que não estou na sua. Não me obrigue a jogar. Não me obrigue a dizer “não” quando eu quiser dizer “sim”. Não me faça tirar você da minha vida, porque eu ainda consigo nos ver seguindo.
Minta para mim, mas não minta para você.

Presente

“ Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso. Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto ‘ser amigo de si mesmo’“.

Martha Medeiros

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Incerto

Caralho, todo prazer tem certo amargor, o drama do prazer; todas as coisas agradáveis acabam por amargar, uma vez que o doce deixa de existir; todas as flores murcham quando as colhemos e não somos capazes de regar de acordo com a sua necessidade, e todo o amor morre tanto mais depressa quanto é mais retribuído. Por isso o passado, sempre, parece-nos sempre melhor que o presente; esquecemos os espinhos das rosas colhidas; saltamos por cima dos insultos e injúrias e demoramo-nos sobre as vitórias. O presente parece muito mesquinho diante de um passado do qual só retemos na memória o bom, e diante de um futuro que ainda é sonho. O que alcançamos nunca nos contenta; ‘olhamos para diante e para trás em procura do que não está ali’; não somos bastante sábios para amar o presente do mesmo modo que o amaremos quando se tornar passado, mas somos aflitos demais para viver o futuro sem certeza alguma. Quando mergulhamos num prazer, o nosso olhar vai para longe - a felicidade ainda não está alcançada apesar de termos o deleite nos nossos braços. Que mau demônio nos afeiçoou assim? Por que é tão melhor a ilusão que a realidade? 

Dúvida

A gente vive num mundo físico palpável ou num mundo que a gente cria na nossa cabeça? 

domingo, 10 de maio de 2020

Te tão

No auge da minha transformação, de jovem a balzaquiana faço a constatação:
A solidão é minha sentença inafiançável, uma vez que em meio há tantos relacionamentos, seja de amigos ou romântico, eu tenha me projetado de modo a me doar mais do que receber, e quando careço disso, não é dado. Me frustra e falta no outro a vontade da percepção. É cômodo. Acaba que meus 14 anos morando sozinha, trouxe como consequência a dificuldade de viver em comunhão diante dessa minha dificuldade de falar e do mínimo de perceber. Vivi isso uma vez. 
Então, não fui feita para ninguém senão para meu próprio desfrute. 
Me sinto estrangeira, parida noutro astro, vim de longe — eu não sou daqui, eu não sou de lá. Não me encaixo: vago. À mercê.
De que? De mim! 
Estou a passeio. Um tanto perdida, tudo confundo, titubeio. Nada me alcança. O amor telúrico é para mim mera superficialidade — eu, que só conheço o extremo do afogamento, tenho asco aos mares rasos. Busco mais. De onde venho, não há eufemismo: é tudo hipérbole, chega a ser exagero. A apatia destes rostos me espanta. As normas deste mundo foram-me sempre incompreensíveis — minha única linguagem é a liberdade, tentativa de cuidar. Não há sentido em minhas palavras incongruentes; eu sou ilegível ou nem legível por demais. O universo não me conhece e nada sei das entranhas do cosmos que me embala; sou levada onde o vento vai, minha bússola falha. Não entendo, tampouco sou entendida. Na tentativa insolente de caber, sufoco em espaços muito pequenos. Traço diariamente a trajetória de Sísifio; existir é tarefa implacável que esgota-me as energias. Esvaziando-me em vãs tentativas, torno-me oca e rasa. A paisagem é estonteante mas já não sei seguir sua trilha árdua. Eu quero ficar, eu quero ir embora. Eu quero tudo, quero tanto, quero nada. Eu quero... 

terça-feira, 5 de maio de 2020

Tentando ser...


Tem brigas que não precisamos comprar, ciúmes que não precisamos sentir, sentimentos que não precisam existir... 
A medida que vamos tentando, vai acontecendo de forma muito natural:

“Talvez amar seja outra coisa. É mais do que apenas se sentir leve e livre. É saber que o coração dos outros não é seu. Não lhe pertence, porque não é um contrato. A cada dia você deve merecer e dizer. E mais importante, deve fazer o outro sentir. E compreender pelas respostas que talvez seja necessário mudar. Talvez, amar seja abandonar quem você é para encontrar o caminho de quem você pode ser. Só talvez”.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Crise

Não muito tempo atrás, dormi em sono profundo assim como Bela Adormecida, mas não fui acordada com o beijo encantado. Muitos lembrarão de mim como uma criança fraca ou pentelha demais e mimada ou nenhum um pouco mimada, mas que sempre soube aproveitar o que tinha. Eu tive demais, minha vida foi ótima não posso reclamar. Mas por dentro, em alguns momentos fui pó, insuficiente, amarga, dolorida, tantos adjetivos para o mesmo corpo.
Você já prendeu a respiração para ver quanto tempo conseguia segurar?
Durante alguns anos, tive a resistência de dois minutos, entre as crianças do clube, eu mantinha esse recorde. 
Você já carregou tanto peso nas costas que se arrastava pelas veredas da vida, como se nada fizesse sentido? Affuu... Eu já. 
Sempre falei para todo mundo, que colocar um sorriso no rosto e agir com felicidade quando por dentro estava tão quebrada era ridículo, mas sempre fiz isso. De tanto sorrir, acabava por acontecer naturalmente, sem que me desse conta. Carrego o peso de coisas que nem são minhas e que nem tem sentido algum eu carregá-las, ninguém me requisitou para isso. Eu tento criar algum sentido mágico na vida.
Sempre me falaram as mesmas coisas, dramática, ridícula, fria. Com o tempo cheguei a conclusão, estão certos sou um poço de dramatização barata, ridicularizada por coisas que jamais entendi ou fiz questão de entender.
Sou vulcão em erupção, causarei um terrível desastre em mim mesma. Sempre preferi meu desastre dentro de mim, seria mais saudável como diriam.
Existe uma erupção acontecendo dentro de mim, ela irá me alastrar, mas pelo menos será indolor.
Eu nunca saberei me explicar. 
Não julgue minha escolha. Eu faço porque meu caos já machucou gente demais e já me machucou demais por vezes.
Será que alguém ninguém já parou para pensar o quanto as palavras ferem mais do que facas? Que lágrimas nem sempre saem pelos olhos que às vezes a alma é que chora e sangra? 
Faça amigos, encontre amor, esteja com a família, cresça, reerga-se quando se machucar. 

Cadê?

Minha querida- ou não tão minha assim. 
Já começo com uma indagação em mente: onde foi que nos perdemos? 
Será que foi uma paixão intensa e avassaladora ou é um daqueles amores épicos românticos com data para acabar?  
Não sei muito o que dizer sobre, sei que já faz um pequeno infinito de tempo, desde que meus sorrisos se tornaram mais frequentes ao decorrer da nossa caminhada. 
Não sei o que houve conosco ou se houve, mesmo, alguma coisa. 
As vezes são somente pensamentos mesquinhos em épocas do mês em que fico pensativa (apesar de termos nos dito a respeito de tamanha estranheza).
Você sabe disso, você me conhece bem. 
Eu m despi para você em nano segundo quando você caiu de pára-quedas para mim, já você, é uma história completamente diferente eu te descubro um dia por semana, você é difícil e teimosa, fala em mímicas, mesmo quando não posso ver/ler você. E eu me perco em lidar com isso. 
Você tem um sorriso lindo e intenso, que eu adoraria beijar todos os dias pela manhã, tarde, noite, madrugada. 
Você sabe dos meus pontos fracos e da minha falta de qualidades. Você sabe tanto sobre mim, que me intimida. 
Eu volto a questão inicial, onde que nos perdemos? Sera que foi na primeira briga? Foi quando você partiu? Foi quando a saudade incomodou? 
Todas as brigas, são socos na boca do estômago. Meu dia fica meio preto e branco sem você. Acabei por me acostumar com a sua presença diária, e a amar e ansiar por isso. Eu não quero que continuemos nos perdendo, eu quero mesmo é te encontrar. Todos os dias e todas as horas se possível. Não se esconda, não se arme, eu sei que de baixo de tudo você é a pessoa mais doce e amável que alguém quer ter na vida e eu te quero na minha, pelo tempo que for. 

domingo, 8 de março de 2020

Grito de liberdade

Demorou
Muito tarde
A sensação
A transformação
Que delícia
Se não faz
Não recebe
Se não recebe
Não faz
O fim
Paz

Novos caminhos uns pros outros
To livre
Sou livre
Ou bloqueio
Hahahahah

domingo, 1 de março de 2020

Dako é bom

“Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante, e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: “Que cê acha amor?”. Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar”.

Luís Fernando Veríssimo

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Teu eu

Tocar e ser tocada
Te tocar...
Te sentir...
Teu cheiro...
Teu gosto...
Teu gozo 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Diálogo

- Eu não entendo, o que você quer que eu faça?
 - Eu só quero que você lute por mim! Eu só quero que lute por mim.
Sou provavelmente uma das pessoas mais estranhas do mundo, com o peso do exagero que me cabe. Sou “o” exagero; “o” 8-80. 
Eu sou uma incógnita; você não pararia sua vida para tentar entender, aliás, alguém pararia? 
Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Não sei até onde possa ser bom essa inconstância.
Eu nunca consigo entender o que sinto; meio óbvio não? Não porque não quero, não sei, parece demência. Não sou emocionalmente inteligente, acho que é isso, eeee requisito muito importante, mais importante do que aparência. Eu sou um desastre em relacionamentos; digo, todos mesmos, até os familiares não dão certo na minha vida.  Eu fui moldada pela vida, sem muitas expectativas em assuntos do coração.( Pausa para um caso aleatório: hoje quando meu pai me ligou, atendi, e ele queria apenas falar: amo você. É o tipo de coisa que me trava e faz repensar algumas coisas da vida, melhor deixar isso pra outro momento). As vezes acho que você merece uma pessoa que te entenda, da forma que você carece e precisa.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

E aí?

Ando tão cansada, e as poucas horas em que consigo realmente cair no sono são consequências de um corpo exausto. O trabalho tem me exaurido, mesmo que de uma forma boa. Ando exausta de lutar com um coração tão estúpido e uma mente que de tão agitada não se cala. Poderia dar tantos motivos, dizer meia dúzia de clichês, mas pra que? Tudo que eu queria mesmo dizer era.. “sinto sua falta.”
Na minha ordem tenho me desordenado 

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Gratidão x ingratidão



Como expressar onde não se sabe sentir?
Como falar onde não se sabe ouvir? 
Para quem falar onde todos são surdos? 
Como dizer quando ninguém quer ouvir?
Quando escrever quando todos parecem não saber ler? 
Como? Como? Como?
Tentar falar quando não é possível se fazer entendido, a outra pessoa simplesmente não quer saber... é quando você entrega a receita nas maos com todos os segredos, ainda assim a pessoa não segue mas quer que o resultado seja igual ou melhor que a receita. Mas cá entre nós, você já experimentou um risoto de camarão sem camarão? É como acontece agora: você passa a receita e o passo a passo... seguir ou não, é uma questão de escolha, apenas não lamente o resultado. 
Eu dei todas a receitas e os mínimos detalhes, apenas não chore a minha reação. 
Então você se doa para pessoa, mesmo com todas as questões, porque o amor é incondicional