segunda-feira, 20 de abril de 2020

Cadê?

Minha querida- ou não tão minha assim. 
Já começo com uma indagação em mente: onde foi que nos perdemos? 
Será que foi uma paixão intensa e avassaladora ou é um daqueles amores épicos românticos com data para acabar?  
Não sei muito o que dizer sobre, sei que já faz um pequeno infinito de tempo, desde que meus sorrisos se tornaram mais frequentes ao decorrer da nossa caminhada. 
Não sei o que houve conosco ou se houve, mesmo, alguma coisa. 
As vezes são somente pensamentos mesquinhos em épocas do mês em que fico pensativa (apesar de termos nos dito a respeito de tamanha estranheza).
Você sabe disso, você me conhece bem. 
Eu m despi para você em nano segundo quando você caiu de pára-quedas para mim, já você, é uma história completamente diferente eu te descubro um dia por semana, você é difícil e teimosa, fala em mímicas, mesmo quando não posso ver/ler você. E eu me perco em lidar com isso. 
Você tem um sorriso lindo e intenso, que eu adoraria beijar todos os dias pela manhã, tarde, noite, madrugada. 
Você sabe dos meus pontos fracos e da minha falta de qualidades. Você sabe tanto sobre mim, que me intimida. 
Eu volto a questão inicial, onde que nos perdemos? Sera que foi na primeira briga? Foi quando você partiu? Foi quando a saudade incomodou? 
Todas as brigas, são socos na boca do estômago. Meu dia fica meio preto e branco sem você. Acabei por me acostumar com a sua presença diária, e a amar e ansiar por isso. Eu não quero que continuemos nos perdendo, eu quero mesmo é te encontrar. Todos os dias e todas as horas se possível. Não se esconda, não se arme, eu sei que de baixo de tudo você é a pessoa mais doce e amável que alguém quer ter na vida e eu te quero na minha, pelo tempo que for. 

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