Ha tempos em que as perdas as vezes fazem mais força de presença do que a própria permanência.
Qual a linha tenue que separa: estar acomodado com uma situação, com a de que estamos apenas numa rotina? Ou na verdade sem o tempo de qualidade? Existe de fato essa separação? Como saber a hora de sair por não estarmos mais com as expectativas alinhadas com a hora de sair da situação esforçando para mudar o cenário atual sem precisar afastar?
Uma prova social que tenho, é sempre vinda da fala, de que a busca é “não sair da zona de conforto”. Tal fala responde por si só, fala sozinha. Como um sinal e uma resposta.
Tive a sorte, de em certo tempo, conviver com uma pessoa que fez magica na minha vida, mudou meu coração: ela nunca precisou falar nada, cobrar nada, ela fazia/praticava de forma leve e significativa tudo que ela queria viver. Não existia fala grosseria, não existia fala prolixa ou sem responsabilidade afetiva, havia sempre uma leveza nela que transcendia o que o coração dela queria viver, queria sentir e queria receber... SEM NUNCA precisar falar ou pedir. Isso foi tão especial, lindo e magico de viver. Comunicar com os brilhos dos olhos, com a alegria do sorriso, com a leveza do abraço forte, com a intensidade da presença, com a bondade e paciência do coração. Cuidado vinha embutido na presença dela. Aprendi, quero viver, mas não sei como fazer acontecer.