quarta-feira, 8 de junho de 2016

Para que, pai?

Eu não quero seus sonhos, tampouco suas expectativas. 
Eu quero apenas sentar, tomar meu café e ler meu livro na calmaria que almejo.
Por tantos anos busquei por vc, por tantos anos esperei, briguei, quebrei expectativa e me mantive forte aqui. Hoje, mais uma vez vc volta e pede uma chance, e eu dou, não por ser filha, mas por ser gente, por acreditar em mudanças, por mais que não as veja, não só em vc, mas até mesmo nas minhas relações, e ainda assim, acredito que para o bem valha a pena mudar, pq um dia eu quis tanto ser melhor, busquei tanto, que consegui, e foi a parte mais linda de mim, tão linda que vivi um amor, dos mais lindos, que nunca achei ser capaz, tão lindo que mudei para viver isso e tão mágico foi mudar, que hoje não vivo para isso, mas para me permitir viver ainda melhor quando acontecer. Eu estou aqui, quero estar, mas já ouvi, já sei e já reconheço esse mau em mim. Não tem por onde, não sei Pq, apenas sei que perto de mim não tem como sobreviver, quase cocaina. 
Vc, pai, me fez crescer acreditando que sou um monstro, destrutiva, hoje mais uma vez aconteceu.
Ser fria para não ser mais usada, ser forte para não sentir dor, me vestir da armadura para não ser penetrada, consequências das suas atitudes e do todo que vivi. Mas hoje eu tenho consciência que o mau não veio de mim, veio de vc! 


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Sonhos mágicos

Ela trocou suas certezas por alguns sonhos mágicos!
Seus sonhos mágicos são hoje suas certezas mágicas!

Se ela soubesse...
Aaaa se ela soubesse que os sonhos se transformariam tão bem em realidade...

A mágica dos sonhos veem alimentando novos sonhos!

Ela não acreditava em sonhos
Eles a fizeram acreditar que os sonhos nunca poderiam se realizar
Ela não acreditava que sonhar a levasse para algum lugar...
Mas agora ela sabe,
Ela viu os sonhos realizarem
Agora ela sabe
Sonhos são combustíveis mágicos da alma
Verdades encontradas

Ela precisava acordar do sonho
Ate que percebeu que já não era mais sonho...

Ela não vai acordar
O destino fez ela mudar!

Ela tem sede de vida
Ela tem sede de ser
Ela está trocando
Ela trocou
Todos os certo por novas buscas
Ela vai partir para ser
Ela vai partir para viver
Pois ela sabe que os sonhos dela tem poder

Ela acredita que fazer faz acontecer,
Ela sonha no lugar de se iludir

Ela aprendeu a fazer dos barulhos, músicas
Dos problemas, alternativas,
Das quedas, a busca incasable pelo crescimento,

Hoje ela perdoa!
Hoje ela ama!

Ela finalmente enxergou que a única coisa que importa é a lucidez dela
A vida dela
O cuidado com ela




sábado, 26 de março de 2016

Sobre a Páscoa

Durante a nossa vida causamos transtornos na
vida de muitas pessoas,
porque somos imperfeitos.

Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas,
falamos sem necessidade,
incomodamos.

Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente.
Mas agredimos.

Não respeitamos o
tempo do outro,
a história do outro.

Parece que o mundo gira
em torno dos nossos desejos
e o outro é apenas
um detalhe.

E, assim, vamos causando transtornos.

Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção.

Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.

O outro também está em construção e também causa transtornos.

E, às vezes,
um tijolo cai e nos machuca.
Outras vezes,
é o cal ou o cimento que suja nosso rosto.
E quando não é um,
é outro.
E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco
também têm de fazer.

Os erros dos outros,
os meus erros.
Os meus erros,
os erros dos outros.

Esta é uma conclusão essencial:
todas as pessoas erram.
A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade
humana e cristã:
o perdão.

Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras.
É compreender que os
transtornos são muitas vezes involuntários.

Que os erros dos outros são
semelhantes aos meus erros e que,
como caminhantes de uma jornada,
é preciso olhar adiante.

Se nos preocupamos com
o que passou,
com a poeira,
com o tijolo caído,
o horizonte deixará de ser contemplado.
E será um desperdício.

O convite que faço é que você experimente a beleza
do perdão.
É um banho na alma!
Deixa leve!

Se eu errei,
se eu o magoei,
se eu o julguei mal,
desculpe-me por todos
esses transtornos…
Estou em construção!

PAPA FRANCISCO


sexta-feira, 4 de março de 2016

Dia D

Eu odeio a forma como meus ossos se escondem por trás dos meus erros sem nenhuma piedade, eu odeio a culpa que expõe minhas falhas atrás de vastas camadas de gordura - culpas que não deveriam existir, de erros do passado que cometi.
Eu odeio o sufoco, a falta de ar e de forças que me paralisam e o coração acelerado de expectativas.
Eu odeio a noite que se aproxima e a ansiedade que me leva até a geladeira, e dentro dela, eu odeio tudo. Eu odeio persistir, da mesma forma que odeio pensar em desistir. Porque o Persistir às vezes parece desistir.
Eu odeio as desculpas e as mentiras, e também odeio as verdades. 
Eu odeio aquele olhar que me julga dizendo que não aprendi a gostar como normalmente as pessoas gostam. Eu odeio que gosto como quem não quer, como quem recusa e não sabe receber. 
Eu gosto como quem some e escorrega nas próprias desculpas ditas em voz alta para virarem realidade. Eu gosto na confusão de não me confessar.
Odeio como sempre fico na minha aguentando os trancos, tentando me equilibrar a cada tropeço, me levantando de cada tombo, e segurando todo peso sozinha. Odeio não saber gritar e falar que está doendo, que está sangrando e que tenho medo. O problema é que eu não suporto reconhecer a minha própria fraqueza.

Então um dia eu acordei e disse a mim: que o mundo no qual eu acreditava haveria de existir em algum lugar. Mesmo sendo apenas dentro de mim.

Finalmente aceito esse meu jeito de amar diferente.

Amo não conseguir odiar! 

Te respeito, mas você não tem o direito de vir aqui e dizer a forma que devo amar. Eu te amo por mim, sendo assim! 

Amanhã o ódio será paz!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Às vezes a gente precisa endurecer para conseguir viver
Às vezes a gente precisa da razão para conseguir fazer 
Às vezes precisa doer para ser!

Aqui, só confusão 
Sonhos e deleites

Nada que seja fácil não

No na garganta que grita e sufoca
Falta ar para respirar 

Eram sonhos
Ela de sonhos 

Sonhos não morrem