quinta-feira, 30 de julho de 2020

Ser livre para ser livre

Viver as dimensões as cores, os sopros. 
Ouvir a multidão de vozes no silêncio do vazio, da plenitude. 
Tatear caminhos com as pernas para o ar.
Se libertar de sentimentos que te prendem, das amarras que querem te frear. 
Ser inteira onde estiver e no que estiver, para quando se libertar, libertar por inteiro também. 
Experimentar as cores e os sons dos desejos, senti-los. 
Permitir viver as histórias, permitir que se vá. 
Nem precisa tempo, é com você se libertar. 
Fazer dos sabores sensações, dos cheiros perfumes, dos toques prazeres. 
Se permitir viver o presente e vislumbrar o futuro.
Não insista em aterrar quando você é do ar: querer ser diferente de quem se é, é um desperdício de si. 
Você não é o que fizeram de você. 
Se permita.
Se perdoe.

sábado, 25 de julho de 2020

Tudo muda! Obrigada pelo dia!

A vida segue né!

Ela tem que seguir...

Desacelera, quieta as pernas, as vontades, esquece as expectativas e passa a viver por si e para si, da fantasia a realidade.

Ir, ficar, apenas um...

Tudo o que foi bonito fica com toda a força.

Mesmo que a gente insista que precisa apagar com outras coisas bonitas, leves, intensas ou coisas novas, certos momentos nem o tempo apaga, ele apenas transforma.

A gente lembra, não tem como.

O bom, é que já não dói mais.

Da uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e faz um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar para trás.

Um dia rindo em boa companhia, divertindo e distraindo o tempo todo.

Então pensa que esqueceu e que finalmente libertou.

Mas quando chega o fim da noite, percebe que qualquer sinal de esquecimento foi passageiro, não se esquece o que não está mais presente... até que, partiu...

Não é para esquecer, não precisa esquecer do que esta liberto.

Perfeito! 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Nerudinha

“Si nada nos salva de lá muerte, al menos que el amor nos salve de lá vida”.
Seja a mudança que quer ver no mundo.

domingo, 12 de julho de 2020

Decepção ou Produto?

Não seja irresponsável com o coração alheio!
Ninguém tem esse direito!
Você confundiu minha educação e a minha disposição com falta de amor próprio. 
Você lida como se estivesse devolvendo uma mercadoria que já não é mais necessária para você, e realmente, talvez não seja, mas não há mercadoria, porem tenho digerido pouco a pouco isso. 
Me choca ainda o fato de que eu tenha certas ideias na cabeça, porque não consigo me acostumar com a naturalidade de tornar as relações descartáveis, com essa forma de tratar os sentimentos das pessoas ou porque eu acredite demais em superação conjunta, ou porque eu me importe e respeite cada história que construí. Isso é meio desanimador.
De você eu esperava um pouco mais de consideração e respeito, mais sensibilidade e empatia, já que para você eu realmente abri medos, inseguranças, fiz de você melhor amiga, antes mesmo de permitir qualquer outro tipo de envolvimento.
Me abri e me despi, e em contra partida, eu não recebi um mínimo cuidado vindo de você no final. Na verdade, já é sobre mim: acreditar nas pessoas e me sentir especial.
Eu sinceramente não consigo ver onde você se esforçou, ou mesmo sequer tentou, se realmente o início foi tão real ou se apenas você querendo realizar um mimo/desejo seu, florindo tudo.
Não sei dizer se no final já não foi tudo de propósito para chegarmos a esse ponto, já que você estava decidida a viver sua vida ai, ou se suas insatisfações promoveram isso e fizeram você se vingar de tanto rancor que tinha em você dos erros que eu cometi.
Talvez você tenha realmente tentado, eu não tenho condições de julgar nada, mas não fez o mínimo para eu sentir.
Eu só queria dizer, que quando você chegou aqui, meu coração e minha cabeça ainda estavam com certa desordem, aos poucos os coloquei em ordem.
Eu te avisei dos meus medos, do meu passado, da minha dificuldade de entender certas coisas e você se mostrou disposta, mas entendo que os limites existam.
Você chegou devagar, com zelo, cuidando paciente e me fazendo acreditar numa relação de novo.
Vivemos nossas maiores confidencias e trocas, tudo por mensagens.
Tudo diferente demais, vivemos o virtual, depois um pouco do carnal, que para mim, foi uma delícia.
Tudo isso você fez aqui, fez assim.
Faz muita falta o contato físico para resolver as coisas, mas como nós éramos especiais, ter a certeza de nós, amenizava essa necessidade. 
É claro que você tem todo direito de seguir sua vida, mas precisava terminar de maneira tão covarde algo que você se esforçou tanto para conquistar?
Para que tanto cuidado no inicio para tanto desleixo no final?
Para que falar que vai responder, quando sequer se dá ao trabalho disso? 
Você não tem obrigação de se comprometer com ninguém, mas isso não te da permissão para ser irresponsável com o coração alheio.
Eu COM CERTEZA ERREI MUITO, mas não ao ponto de tratá-la dessa forma tão desprezível. 
Imagina se fosse o contrário?
Esse direito você não tem! 
Você não me emocionou, você me endureceu!

domingo, 5 de julho de 2020

Refazer

É muito louco isso, mas é como as vezes acontece:

Eu vou ignorar você em alguns momentos e logo depois vou te procurar como se a distância me arrancasse os pulmões (meio que arranca. Não é fácil ser essa ansiosa compulsiva heheheh) e nada tivesse acontecido.

Vou fingir que minha loucura não é o que nos afasta e que você não gosta disso. Eu vou cansar, xingar você, mas depois vou querer um pouco do seu colo, é o jeitinho que tenho para pedir. Meus ciúmes irão te chatear ou aumentar o seu ego, você só precisa aprender a não instigá-los e então seremos felizes. Não sempre, claro, mas até o próximo surto, me curta, porque estarei inteiramente dedicada a amar você. Aproveita meus momentos de puro dengo e me escuta dizer baixinho, sussurrando que é de você que eu gosto, com você que eu quero ficar. Mas depois me deixa te bater, porque eu vou fingir que me zango para te ver preocupada em me acalmar. Pede desculpa, vai, espera que vou me desculpar.

Se eu der beijinho, sara?

Se eu te puxar para mim você fica?

Me ensina um jeito bom de amar? Eu estou disposta a aprender.

Isso tudo acontece tão inconsciente que é estranho perceber.


Foi isso!

Desculpa não te dizer, eu mesma não sabia! 

Desculpa não ter sabido te viver! 

O mundo já caiu tantas vezes, que as vezes me confundo, e só me resta dançar mesmo sobre os destroços tentando me refazer e me refazer.

Foi muito lindo você ter vindo sempre sorrindo, dizendo que não tem de quê.

Eu agradeço você ter me virado do avesso e ensinado a viver desse jeito novo.

Eu agradeço por ter sido você! 

Eu reconheço que não tem preço!