Ouvir a multidão de vozes no silêncio do vazio, da plenitude.
Tatear caminhos com as pernas para o ar.
Se libertar de sentimentos que te prendem, das amarras que querem te frear.
Ser inteira onde estiver e no que estiver, para quando se libertar, libertar por inteiro também.
Experimentar as cores e os sons dos desejos, senti-los.
Permitir viver as histórias, permitir que se vá.
Nem precisa tempo, é com você se libertar.
Fazer dos sabores sensações, dos cheiros perfumes, dos toques prazeres.
Se permitir viver o presente e vislumbrar o futuro.
Não insista em aterrar quando você é do ar: querer ser diferente de quem se é, é um desperdício de si.
Você não é o que fizeram de você.
Se permita.
Se perdoe.
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