quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Centro

 Sabe, a ideia aqui do blog começou comigo tão novinha, que as vezes quando me pego escrevendo aqui, são escritas tão fragmentadas, tempos tão diferentes que nota-se até pela minha escrita. A engraçada percepção disso, é de ver por quantos processos já passei e quantos ainda irei passar. 

"Quanto maior o sucesso, maior os desafios" -  não que os desafios sejam maiores ou mais difíceis, mas que se manter em um platô de qualidade, esse sim é o GRANDE DESAFIO.

Dizer "não" e dizer "sim" são 2 trabalhos árduos que precisam ser feitos sempre que necessário. Com cuidado as concessões excessivas para não desagradar o outro e acabar desagradando e adoecendo a si.

Acho que nem nos meus sonhos mais loucos pensei que o relacionamento que eu mais entregasse, seria o que mais machucaria. Na verdade, todos eu me dei, mas nesse em si, a vontade de ser, de ficar, de dialogar, ter amadurecido para entender a importância de ficar e não de ir embora. Eu nunca imaginei que isso seria algo tão difícil de ser feito. Comunicação é a chave de tudo e por isso, e só por isso talvez, seja o MAIS DIFÍCIL. Em determinados momentos, até impossível. Tal relacionamento, onde nele me via mais segura de saber o que queria e o que não queria, nele eu me perco todos os dias de não me perceber mais, por isso me perco no que eu sabia que queria e o que não queria. Me submeto permitindo ser traída, quando trazer isso a tona vira mimi dito: "não aguento mais esse mimi, eu já tenho os meus traumas para ainda ter que lidar com os seus, procura um terapeuta", -  traições essas que não tiveram espaço de 1 ano para acontecer, foram sucessivas e justificadas como: "necessidade de me resolver para ficar bem para mim que como consequência, ficar bem para você", só que o "você" no caso, que sou eu, não posso falar, não posso sentir, não posso expressar. Quieta e calada fico com a sensação que ainda estou incomodando. De pensar muitas vezes que fazer ser bom, é fazer agrado e aceitar certas demandas que as vezes não são minhas, é na grande maioria das vezes não receber nada em troca que não uma "boa conversa" onde todos os meus defeitos são colocados, mas a possibilidade de eu apontar qualquer defeito se transforma em: "você me agride", "eu vou embora"... ai as vezes ate penso: pega a fama e deita na cama - pois se o fato de eu falar firme quando séria soa como grosseria, imagina você me mandando fazer cada coisa... Não sei, as vezes escrevendo isso coloco para fora muita coisa, inclusive lagrimas que ha tempos eu não as via em mim, descem lenta e escoadamente (não sei se essa palavra existe) pelo meu rosto, clamando pelo meu sorriso, que de tão fácil, acabou por ficar difícil. Vejo que as vezes se não for por mim, por ela que não será. Eu quero voltar a mim, me encontrar e resgatar as coisas mais lindas e belas que eu puder. Quero ver de novo o nascer das borboletas no meu estômago que de tanta alegria, chega a fazer cócegas físicas a tátil, quero olhar e quase não enxergar de tanto que os meus olhos brilham de ver, quero chegar e sentir que nunca não estive ali, que sempre pertenci, quero sorrir livre leve e de gargalhada solta que de tanto o fazer, a nunca chaga a doer... A felicidade é um estado de ser, então que se for para ser, que esteja e sejamos nela pela maior parte do tempo. Que de tanto sorrir de pensar, materialize e transborde o que é o melhor de viver: o amor correspondido. Eu não a obsessão e insegurança mais, eu não quero me sentir responsável sempre por tudo que deu errado e que diante da sua culpa, você a transforme em fúria e descarregue em mim. Eu quero estar aqui como sempre estive e como sempre quis que voce estivesse: legitima autentica e por inteiro. Eu quero viver o que voce é, quero viver o que eu sou e quero que voce viva isso também. Eu não quero que você tenha culpa e eu não quero ter culpa. 

terça-feira, 12 de novembro de 2024

 Voltar a ser mais de agradecer do que querer receber 

Bem comigo

 Engraçado, faz tempo que penso apenas em olhar para trás (terapia de volta ao passado) para entender o presente e construir um futuro. E foi ainda onde tudo começou e cometi um erro (ao meu ver e dentro da minha leiguice). Claro que consegui entender várias coisas e me libertar de outras várias, mas estar pensando sempre no passado ou questões angustiantes o tempo todo para justificar os acontecimento, me trouxe na verdade mais angústia e perda do presente, da essência e do meu ponto de equilíbrio. Eu sou do pensamento: o passado ficou no passado e agora penso no que fazer daqui por diante, como agir independe dele. Olha que tenho feito esse discurso, tendo certeza do que fazer, porém, sem fazer, sem como fazer, sendo uma esponja que absorve, solta por universo o que preciso mas sem ação. O pensamento nisso estava me causando mais prisão do que libertação, mais cargas toneladas do que leveza de plumas como sempre fui. Me confundi, me perdi no tempo e espaço. Ao invés de fazer um presente futuro, tô tentando trançar uma realidade de associações atemporais que não tem como acontecer. Escrever aqui, sempre foi terapêutico: eu não deixo de dizer como me sinto, não deixo de pensar e lidar, mas joguei pro universo sem precisar remoer. 

Já algum tempo me vejo pesada demais, centrada e focada, pensando sempre e somente o que fazer e como, para administrar muito mais a vida dos outros que a minha, me encobri de responsabilidades que não são minhas para fazer o que não é meu. Me sobrecarreguei e me sufoquei… hoje estou começando o respiro. Valeu a pena demais passar por esse processo (não sei se pras pessoas ao meu redor 🥹😅) mas de agora em diante, começo a retomar a leveza, as piadas, os prazeres e hobbies… tomo posse da essência do meu ser e me liberto do tentar ser o que eu não sou 

domingo, 10 de novembro de 2024

O óbvio precisa ser dito

 Hoje ainda voltada para relações e relacionamentos, eu tenho certa dificuldade de lidar e reconhecer meus sentimentos e de compreender e que outras pessoas querem dizer quando se comunicam através dos famosos “sinais”. Eu não os sei ler e quanto mais vejo dificuldade em ler, mais recebo a dificuldade em explicar ou de se fazer entender. Aí que tá me questão de hoje: por que?

Por que quando falamos que amamos alguém ou que essa pessoa é importante para gente, presumimos que ela saiba exatamente o que se quer? Por que se ela pergunta, se questiona, não entende, é recebida com tanta raiva, frustração? Por que o amor, carinho e importância muitas vezes vem acompanhado de impaciência e intolerância? Pergunto isso, porque eu sou essa pessoa que muitas vezes tem dificuldade de entender. Porque eu tento agir, presumindo que o que eu quero para mim e o que eu vejo o outro falando, seja o que as pessoas queiram receber. Então porque não dar o que se quer? Por que não verbalizar? Há o discurso de “seja vulnerável” - desde que esse alguém não seja o dono da fala. Há o discurso da metade da laranja (não me refiro tão somente aos casais, mas a todas as relações em gerais), romantizaram amizades, amores, romantizaram tudo… eu vivia me questionando o porque e porque eu nunca me sinto igual, e tento agir de forma mecânica a isso para preencher as expectativas, que acabam por existir em mim também, não vou negar, uma vez que alguém espera algo de, a gente acaba por esperar o retorno. Não vamos falar de altruísmo aqui. Continuando… hoje entendo o porque do romantizar e fazer as várias metades das laranjas, encontrar até encaixar e quanto mais não encaixa, mais o problema está em você e nunca no outro. Porém, o seu outro que te faz sempre errado, ele também é o errado de alguém 😉 o que me leva a isso hoje é: sim, romantizaram, romantizam, romantizamos e vamos continuar a fazer, porque se não tivermos a algo feliz ao que nos apegarmos, o que seremos? Como faremos? Nos tornaremos todos robôs rumo a realidades cinzas. Para isso existem e são necessários os mundos coloridos com finais felizes e perfeitos. 


O ponto principal para mim vem aqui, que diante de tudo isso a verdade é uma só: VOCÊ ESTÁ SÓ. Sim sim, está só. As mesmas pessoas que te falam de responsabilidade afetiva, as mesmas pessoas que te falam de empatia… essas coisas todas, vão te “cobrar” não desgasta Las com questões suas. Isso mesmo. Ela pode até ser a causa de uma insegurança sua, ou de algo, mas quem sente? Quem se incomoda? Você. Ao mesmo tempo, que toda ajuda tem limite, mesmo se essa pessoa quiser muito te ajudar, ela não tem como te fazer mudar a forma de pensar ou de sentir… 


Então essa resolução passa a ser sua, consigo mesmo. Não tô falando isso por causa especifica, falo isso porque, a gente faz igual, eu faço igual, você faz igual… é só falar por falar. O óbvio muitas vezes precisa ser dito. Cuide-se em primeiro lugar sempre, para dar conta, quando for necessário, de se cuidar em quedas mais profundas. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Humildade

 Humildade, reconhecimento, arrogancia, gratidão, soberba... antonimos que ultimamente tem caminhado muito lado a lado comigo, do qual não quero, não posso e não preciso carregar. 

É especial ser reconhecida, desde que com humildade, é especial ser aplaudida desde que com reconhecimento, é especial desejada, desde que sem arrogância, é especial ser convidada para algo, desde que com gratidão... Por ai vai. Ultimamente meu tom tem soado meio que sem essas palavras, porém não é como me sinto. 

Ao respeito a minha mãe, que por motivos não mais tão ativa e proativa, porém brilhante no que fez e pelo que fez. Meu pedido de desculpas segue aqui, abomino por enquanto. Gratidão por tudo.


Cansada.

sábado, 27 de julho de 2024

Indiferença

Nó na garganta quando fala e a voz não sai, quando o grito não é ouvido, os olhos não dizem mais nada, senão apatia e indiferença. 

A violência verbalizada já não é nem percebida, apenas distribuída gratuitamente para você reverberando, intimidando e silenciando.  

Vira planta. Não. Até a planta recebe mais emoção. 

Vira indiferença. 


terça-feira, 4 de junho de 2024

O que será?

 Nada aqui com você está fazendo sentido mais. 

Onde te vejo, vejo mentira... Os seus olhos não passam mais qualquer verdade, apenas olhares suspeitos sombrios que me fazem questionar o tempo todo: qual será a próxima mentira que ela me dirá? Quem será a próxima pessoa com quem ela irá conversar? Qual será o próximo motivo que ela me mandará ir embora de novo? 

Quando me questiono de todas essas coisas, eu penso: o que me faz ficar aqui? O que me faz estar aqui esperando que qualquer uma dessas coisas aconteça novamente? 

Quando me vejo aqui penso: eu não sou ciumenta, eu não insegura, eu não peso...

Eu sempre fui leve, engraçada, a relação sem tédio, sem traumas...

O que será de viver traumas dela, tratar ela...? Será que vale a pena? O que vale a pena?

quarta-feira, 22 de maio de 2024

 Que que pega: quando nao abro intimidade é mais facil e leve me viver. 

Ser engraçada, receptiva, "desatenta" acontece e flui com mais facilidade. 


A verdade é essa: tira o peso, não pensa tanto, não se "importa" tanto, que fica mais fluida.

terça-feira, 30 de abril de 2024

Alguem te perguntou como foi seu dia?

 Não ha muito tempo que estava comemorando as coisas positivas da vida. Há o perigo do auge em momentos da vida, ao meu ver, quando ele é atingido: manter. Infelizmente não vivemos de extremos sustentados por sentimentos extremos, na verdade do auge vem a decadência ou o platô. Manter o ápice ou o platô demanda uma energia que muitas vezes ficamos sem recursos físicos mentais de como manter. Ou a fluidez natural dos próprios processos e redores para manter. 

Há de se atentar aos desgates da vida: pensar que em temos onde tudo pode ser tão pronto, ser elaborado se permitido nao estar pronto é um desafio que ao redor, nem sempre é o que todos querem. Equilíbrio sao possíveis de diagnósticos e difíceis de execução - claro quem em alguns casos.

Hoje em dia, nem tão romântica, sensível ou poética, não tão sensível tampouco refratária cética. Navegar por este blogue me leva para viajar por varias versões de mim, principalmente a romântica. 

As vezes acho que sou cruel demais comigo, mesmo sabendo que dou o meu melhor. Sou cruel quando durmo mal porque acho que tenho que fazer, me relaciono mal porque espero que muitas vezes as coisas sejam exatamente do meu jeito ou porque quando estou no ápice da felicidade, mesmo que inconscientemente eu boicoto de alguma forma, de vir de uma trajetória que brigar é pre requisito pro dia a dia... Me trato mal, porque as vezes eu acho que não mereço, mesmo sabendo do meu esforço e dedicação. Saber as vezes não traz consciência clara. É muito louco pensar isso, como afeta e como é real. 

Eu li uma frase num livro que acaba por encaixar em tudo na nossa vida: "merecemos alguém que nos enxergue como algo importante de se perder", imediatamente na leitura contextualize a minha amorosa, mas daí quando li de novo, mudei a perspectiva - não fundamentar tudo na minha a outra pessoa, que de fato: tudo que precisamos na vida, tem que vir com o nosso reconhecimento de nós mesmos: quem tem que da valor para gente, é a gente: vida profissional, amiga, romântica, familiar... Por que despejar tanto nos outros o que é nosso? 

Tudo é temporario na vida, a libertação da ideia possessiva de apego, nada nos pertence. Até o ar que respiramos devolvemos. 

A correria que vivemos é para fugir ou para chegar?

Não posso passar a minha vida toda procurando acolhimento, mas caramba, como as coisas ficam mais fáceis num colo.

"Quebra o ciclo da engenharia da briga onde voce esta", como? 

"Quebra a engenharia do desgaste de energia mental que voce se coloca quando se cobra pelo que voce nao fez, quando voce ja faz muito", como?

terça-feira, 2 de abril de 2024

Medo ou enganação? Ou tudo coisa da minha cabeça?

 Esta sendo uma confusão de coisas loucas nisso tudo.

Amando estar junto, amando amar, mas sentindo que to sendo guiada e conduzida de uma forma nao legal


A oprimida virou opressora, que de tanto se sentir manipulada, eu me sinto manipulada agora.

Na verdade o problema esta sempre sendo: "isso é coisa da sua cabeça", mesmo eu falando: mas é como eu me senti e tem como voce fazer algo sobre? - É da sua cabeça

Ou de quando eu bebo, nao fiz e nao falei, sao colocadas coisas na minha boca que nao foram ditas por mim: interpretação dela da situação ou manipulação? Fica a cargo do entendimento que no meu coraçao me angustia: singela, suave, apreensiva...

Ela é leve, calmaria, tiele evoluida, todas as coisas e possibilidades que teoricamente nao vemos mas percebemos so depois de estarmos fodidos da cabeça. Estou ficando amedrontada com a relação que estou vivendo 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

A primeira vez

A primeira vez que me doei: me machuquei, me quebrei, me despedacei...

Foi intenso, excessivo, irresponsável e imaturo. Com traição, especulação.. tudo doido demais 

Parece que todo mundo tem a sua pessoa, inclusive a minha pessoa, tem a pessoa dela, e não sou eu.

Na verdade eu nunca me prendi ou me ative a isso. Talvez a minha pessoa, não seja pessoa, seja trabalho.

domingo, 14 de janeiro de 2024

Doa a quem doer!

 "Faz muito tempo que eu não escrevo nada... Acho que é porque a TV ficou ligada..."

Nem tanto assim, nem tão por isso. Vai de vida corrida, dia a dia de tirar as coisas do papel, colocar na pratica, sonhar realizar, realizar sonhar...

Qual a medida do equilíbrio?
Qual a medida do trabalho?
Qual o limite para mentira?
Qual o verdadeiro significado da traição?...
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Eu responderia SENTIR. Como voce se sente? O que voce sente? 
Os significados são nossos. A literalidade da palavra, a etimologia ja reza a aplicabilidade logo no ensejo da coisa. Existe um significado padrão para dar a origem e direção, personalizado a cada sentimento.

O acumulado não é legal. Engolir ate vomitar. Vai rápido e avassalador. Quando vomita, os olhos não voltam para trás. As ideias não voltam para trás. 

Porque de viver os seus traumas se eu ja vivo todos os meus?
Porque ser eu a escolhida para ao invés de ser seu amor, ser seu clamor de dor?

Por que quando a noticia é má, a pessoa responsável sou eu?
Por que quando a noticia é boa, a pessoa responsável é você, são os cristais, o universo, tudo, menos eu?

Como ser limite de onde não tinha limite?

Vai drástico e radical - FAÇA LIMITE.