Hoje ainda voltada para relações e relacionamentos, eu tenho certa dificuldade de lidar e reconhecer meus sentimentos e de compreender e que outras pessoas querem dizer quando se comunicam através dos famosos “sinais”. Eu não os sei ler e quanto mais vejo dificuldade em ler, mais recebo a dificuldade em explicar ou de se fazer entender. Aí que tá me questão de hoje: por que?
Por que quando falamos que amamos alguém ou que essa pessoa é importante para gente, presumimos que ela saiba exatamente o que se quer? Por que se ela pergunta, se questiona, não entende, é recebida com tanta raiva, frustração? Por que o amor, carinho e importância muitas vezes vem acompanhado de impaciência e intolerância? Pergunto isso, porque eu sou essa pessoa que muitas vezes tem dificuldade de entender. Porque eu tento agir, presumindo que o que eu quero para mim e o que eu vejo o outro falando, seja o que as pessoas queiram receber. Então porque não dar o que se quer? Por que não verbalizar? Há o discurso de “seja vulnerável” - desde que esse alguém não seja o dono da fala. Há o discurso da metade da laranja (não me refiro tão somente aos casais, mas a todas as relações em gerais), romantizaram amizades, amores, romantizaram tudo… eu vivia me questionando o porque e porque eu nunca me sinto igual, e tento agir de forma mecânica a isso para preencher as expectativas, que acabam por existir em mim também, não vou negar, uma vez que alguém espera algo de, a gente acaba por esperar o retorno. Não vamos falar de altruísmo aqui. Continuando… hoje entendo o porque do romantizar e fazer as várias metades das laranjas, encontrar até encaixar e quanto mais não encaixa, mais o problema está em você e nunca no outro. Porém, o seu outro que te faz sempre errado, ele também é o errado de alguém 😉 o que me leva a isso hoje é: sim, romantizaram, romantizam, romantizamos e vamos continuar a fazer, porque se não tivermos a algo feliz ao que nos apegarmos, o que seremos? Como faremos? Nos tornaremos todos robôs rumo a realidades cinzas. Para isso existem e são necessários os mundos coloridos com finais felizes e perfeitos.
O ponto principal para mim vem aqui, que diante de tudo isso a verdade é uma só: VOCÊ ESTÁ SÓ. Sim sim, está só. As mesmas pessoas que te falam de responsabilidade afetiva, as mesmas pessoas que te falam de empatia… essas coisas todas, vão te “cobrar” não desgasta Las com questões suas. Isso mesmo. Ela pode até ser a causa de uma insegurança sua, ou de algo, mas quem sente? Quem se incomoda? Você. Ao mesmo tempo, que toda ajuda tem limite, mesmo se essa pessoa quiser muito te ajudar, ela não tem como te fazer mudar a forma de pensar ou de sentir…
Então essa resolução passa a ser sua, consigo mesmo. Não tô falando isso por causa especifica, falo isso porque, a gente faz igual, eu faço igual, você faz igual… é só falar por falar. O óbvio muitas vezes precisa ser dito. Cuide-se em primeiro lugar sempre, para dar conta, quando for necessário, de se cuidar em quedas mais profundas.
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