Muito tem se falado em perdas e ganhos, já notou que quase perdemos nossa capacidade de nos emocionar?
Parou para pensar que explicitar gostar de alguém parece caiu em desuso?
Que contemplar a lua cheia virou demodê?
Que amar é caretice?
Ficar em casa sábado a noite é um passaporte para as fraldas geriátricas e quase inconcebível?
O que poderia ser paz, encaramos como tédio?
A constar, alguém aí anda preocupado com a possibilidade de não suportar a própria companhia caso a internet dê pau e o mundo pare de girar por alguns minutos?
O quanto se perde dependendo da resposta de cada uma dessas perguntas e como elas me fazem grata pelos amigos que tenho, pela minha família. Por amigos que ao primeiro sinal se fazem presentes. Esse final de semana foi diferente, foi com o calor amigo, de amor, que fui acolhida pela angústia da impotência diante do que está acontecendo com a minha avó. Foi bom parar esses dias!
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