Trago o fado de transpirar reflexão, conjecturas de chumbo, especulações de pedras, em uma cínica saudade do amanhã.
Carrego em mim o tempo que não veio.
Fecho os olhos e ele se dilui secretamente;
O passado ecoa em imperdao; o futuro vem sem Norte.
Arrumo as malas da viagem incerta, guardo as coisas, o coração, o tempo.
A noite meus olhos saem de mim, correm a espiar pelas fechaduras, minha boca da cálidos beijos, a quilômetros de distância e toneladas de silêncio.
Me desfragmento na noite.
Secreta competição de sofreres: faca - palavra muda.
Minha palavra é ave-bala que sai do espelho e me sangra.
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