quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Talvez saudade seja um pouco disso...

saudade é tudo aquilo que nos prende em um passado ou presente, são as coisas, são tudo, que de alguma forma representaram algo, são pessoas que não podemos ver, sentir, encontrar... é aquela espera árdua e longa, que muitas das vezes não são escolha, são obrigação... saudade é aquela vontade de tocar e não poder, falar e não ser ouvida, olhar e não ser vista... são amigos longe, ou próximos mas que ainda assim distantes. Saudades é o que sinto agora, de tudo que vivi. Saudade é essa vontade louca de ter aqui. Aqui agora!

Saudades de quando cheguei em Lisboa. Logo no primeiro dia me identifiquei com toda aquela beleza e leveza, que eu estava prestes a viver pelos próximos 6 meses. Eu não imaginava o que me esperava. Mas vou dizer uma coisa: foi um das coisas mais especiais que ja vivi na vida, e cada pessoa que participou de alguma forma, seja positiva, seja negativamente, teve seu valor.
Foi acordar por varias noites ao lado da melhor companheira de quarto - mesmo quando ela, vestida com seu pijama de dinossauro, sim! ele ainda vinha acompanhado de um capuz que as vezes me assombrava - sentada na cama DO NADA dizendo: ei miga, ce ta acordada?, SO PORQUE EU ABRI OS OLHOS NO MEIO DA MADRUGADA, isso não tem preço. Nos renderam e ainda nos renderão risadas homéricas e cavalares por longos anos... Minha tentativa de enturmar com as pessoas da casa, fazendo cafe e oferencendo - estratégia que me rendeu amigos para vida inteira - entre idas e vindas no amor, sim, ate isso vale citar, cada palavra dura recebida, seguido de amor e reconciliação, ate que no fim, não teve volta, as ligações na madrugada para contar que tinha ficado com varias pessoas, mesmo na dureza e frieza dessas palavras eu via nossa saudade, as brigas não era por raiva uma da outra, era pela ausência uma da outra, ate o sofrimento foi aprendizado.
As peculiaridades da casa, K, S, Bel(zebu) por justiça sustenta esse nome...
K sempre caladinha estudiosa, curiosa pela vida, mas amedrontada por viver, especialmente geniosa, inquieta, ao mesmo tempo introspectiva, mundo particular, não demorou que eu a fizesse falar como louca. Ela mal falava português e tampouco eu inglês, como nos comunicávamos? Não sei dizer, como nos comunicamos? Provavelmente Google Tradutor.
S, conservação em pessoa, comunicativo, suave presença e de uma inteligência indubitável, encontrava comigo e I sempre que volta do trabalho para casa após um dia cheio, mas não resistia ao ritmo de festa, interagia e esquecia da vida e responsabilidades - era num bar, logo debaixo de casa, cervetoria era o nome do nosso segundo lar, conhecíamos tudo e todos - nos acompanhava a cada copo...
Tem a Bel(zebu), para ser sincera, confesso ter esquecido o nome real dela. hahahaha... nos pentelhava e não gostava que houve interação na casa... perdeu uma boa oportunidade.

AAaaaaaa mas teve o R, o GRANDE encontro de Lisboa. Estuava comigo no técnico, esse também fez historia, tanto que estou emocionada so de cita lo aqui... Acho que na vida não conheci uma pessoa como ele... Não tem descrição, foi paixão de cara, amor a primeira vista, a bicha da minha vida. Que coração, que abraço, que carinho... Que saudade...

Acho que é isso, é quando foi tao forte, não cabe no peito e escorre nos olhos...
a saudade não vem acompanhada de obsessão, vem acompanhada de ternura. Perdi o timing com o R. Quando me recompor eu volto.

Saudades de não estar aqui!

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