quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Brasil de 2014

Encontrei isso nos meus arquivos escritos de 2014, mantenho as palavras, reitero e acrescento: uma pena os fascistas serem mais unidos que as pessoas de ideais comuns de inclusão e igualdade. A violência só aumenta, a intolerância só aumenta...  

2014: 

"A voz do povo é a voz de Deus"!
Ha quem diga que baseado nisso podemos definir o atual governo do Brasil, pois se o povo grita e questiona, xinga e reclama, é porque o governo é de fato falho. A partir do momento que a voz do povo é baseada numa alienação televisiva de direita, contra o progresso intelectual de seus eleitores, para que assim mantenham as audiências de programas de baixo valor intelectual e que os brasileiros passaram a questionar isso por estar tendo mais vontade de qualidade dentro de casa,  pode se dizer que é uma fonte de informação confiável ou que o povo brasileiro esta sofrendo da grave alienação? 
O governo Lula e o Governo Dilma, assim como todos os governos da historia do Brasil e do mundo, tem um milhão de falhas e problemas. Pode se até querer discutir que seja pior ou melhor que os antecessores, mas não vem ao caso.
O Brasil espalhou um terrorismo mundial para a copa do mundo 2014 sediada no mesmo, deu um tiro no próprio pé ao tentar se boicotar, mas para a tristeza dos que foram contra a copa - os mesmos que estão em todos os jogos, comparecendo nos estádios- tiveram a frustração de ver o sucesso da copa em todo o mundo, inclusive no Brasil! 
A política é um processo e o governo desse ou daquele governante é só uma peça de um sistema muito maior. É muito reducionista colocar a culpa em um único governante. E acaba por tirar o foco dos problemas reais. Não é a copa que vai mudar um Brasil de anos, não é uma revolta temporária que vai mudar, é preciso um esforço diário e cotidiano para fazer as coisas começarem a acontecer. Muitos em suas camas confortáveis, em seus lares julgando vários programas adotados pelo governo Dilma para tentar melhorar a situação brasileira, o que pode não ter sido a melhor forma de resolver as coisas ao mesmo tempo que, o que poucos sabem é que essas medidas adotadas pelo governo tem criado motivações para várias áreas do país que antes invisíveis, para donas de casa (principalmente do norte) se tornarem mulheres independentes e longe dos seus maridos agressivos, não só pela ajuda financeira ou acesso as informações que passam a ter que elas fazem isso, mas também pelo incentivo de seus filhos que agora frequentam a escola por terem condições para comprar o material que antes lhes faltavam. 
O Lula pode ser isso ou aquilo, mas ele não criou o sistema tributário absurdo e ridiculamente atrasado que temos hoje. Ele não criou um sistema de exclusão social e impunidade que fabrica criminosos a torto e a direito. Ele não criou um sistema prisional desumano que piora as pessoas ao invés de reabilitar. Ele não criou pobreza ou desigualdade regional. Ele não criou corrupção. Ele não criou violência, policial ou não, não criou, carrega essa responsabilidade e ainda cria formas de tentar sanar. Tentar culpar um presidente ou um partido ou um governo por todos os problemas do mundo é maniqueísta, reducionista e burro. Os problemas são bem maiores que o Lula ou a Dilma. 
Eles são parte do problema? Sim.
Mas a maior culpa deles ou qualquer outro presidente da historia do Brasil, é que eles não mudaram o paradigma geral. Fazem uma coisa, negligenciam outra. Na busca por se manterem no poder, todos os partidos acabam por deixar de lado aquilo que realmente importa em favor de algo que traga votos. Todos os partidos. Por mais que a extrema direita conservadora-coxinha do Brasil tente falar que isso é coisa de Petista e populista de esquerda.
Não.
Isso é coisa de política do Brasil. É isso que os protestos têm que lutar pra mudar.
Um presidente não tem o aval para decidir nada sozinho, sem o conselho que o constitui, um presidente não tem o poder para um país inteiro e coloca lo da forma que ele acredita ser a melhor.
A politica é constituida de poderes, de democracia.
Brasil não vive uma política militar agora.
Para um bom entendedor da historia, isso é um marco político e futebolístico para o Brasil. Um marco! 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Deixa ir! Adeus!

Eu te desejo uma história com final feliz e sabedoria para não perder um amor... 
Foi isso que eu te disse um dia.
No dia em que definitivamente eu comecei a entender que o nosso namoro tinha acabado, que ali começava uma nova fase da minha vida, o término de mais um ciclo e o início de uma nova vida.
Em algum momento eu te falei que nenhum relacionamento é sobre tempo. Hoje eu percebo que não é mesmo, nunca será.
Você foi tudo de mais próximo que eu consegui me aproximar de um relacionamento verdadeiro, de uma entrega inteira, intensa. Sim! É verdade!
Eu posso ser rude as vezes, porque não aprendi tão bem assim a ser amigável, eu posso ser dura... foi a forma de amar que eu aprendi e vivi. Não é desculpa, é não saber mesmo.
O dia que eu realmente percebi o que eu sentia por você, eu me dei vida de novo. Me abri!
Eu me sentia preparada para tudo com você ao meu lado.
Amar você, ser fiel a você, não era questão de compromisso ou responsabilidade, era prazer, era não ter espaço para mais nada em mim além de nós. Foi perfeito! 
Eu queria me tornar para você, tudo que você se tornou para mim. Cuidar de você, acolher... te dar dengo! 
Quando eu achava que já não sentiria mais, que não seria possível mais, você chegou e mudou tudo. Eu não achava que não daria, não pelas pessoas, mas por mim. Eu não queria, eu me tranquei. Superar certos encerramentos exige muito as vezes e quando você chegou, eu já não estava em mim para permitir mais. Eu estava preferindo viver de memórias, outras perspectivas.
Foi devagar que você chegou e tomou um lugar que eu achava que ninguém mais seria capaz de ocupar: a pessoa que eu confiaria tudo, tudo mesmo. E assim se fez.
Quanto tempo eu não me sentia tão viva e inteira, quanto tempo eu não dormia e acordava pensando em alguém, ansiando por alguém. Você me devolveu isso, esse prazer de sonhar junto, crescer... você não pode nem imaginar o que foi tudo isso, o que fomos nós. Você não pode imaginar o quanto eu lamento certas coisas.
Eu sei que nunca será sobre o tempo, mas sim pelo contato, pela troca, por como tudo é construído, porque no pouco tempo que tivemos, foi lindo, foi mágico, foi intenso, foi inteiro, vivo.
Eu tive muitos namoros, como você sabe, mas sem perspectivas, sem sonhos. Eu estava sobre muitos efeitos para pensar nisso, machuquei outras pessoas por isso, e por isso hoje, só hoje eu entendo muito dessa dor que causei em outras pessoas e em como eu não quero causar mais.
Nós nos perdemos em alguns momentos, desencontramos de tudo, isso não parecia nos enfraquecer, depois resolvíamos e em distância e nosso mundo nos tínhamos de novo e de novo e parecia ser o mundo perfeito para mim, que ali seríamos ternas.
Eu experimentei de muitos sentimentos novos com você, que você não pode imaginar.
Tive amores, tive tudo, mas nada que chegasse perto.
Me assustei, tive medo em vários momentos, mas eu te ouvia e passava, não te ouvir pelos meus medos e anseios, por muito você nem chegou a saber. Você não soube de vários medos que tive e eu fingia que não era nada e você só por ser você me acalmava.
Não queria ser peso, nem medo, queria ser alegria.
Compartilhamos muito, nos conhecemos muito, e acho que a sua partida foi uma das minhas maiores dores.
Sonhar pode doer, pode dar medo, pode ser assustador.
Eu sou expansiva pro mundo mas fechada para mim.
A última coisa que eu sempre quis foi te machucar.
Eu te devo a verdade e sempre a verdade. Você me despertou para vida e isso foi incrível. Você sempre me trouxe os sentimentos mais leves e deliciosos de viver... tudo que você me trouxe foi de uma cumplicidade que nós nos permitimos viver.
Eu romantizei a gente ao ponto de desejar sábados e domingos em casa, cozinhando, vendo tv.
Doeram os erros que cometi com você, doeram os equívocos, doeu reconhecer, doeu você partir.
Por mais que você não acredite, eu não culpo ninguém além de mim por isso, pela sua partida. E por mais que eu não concorde como muita coisa aconteceu, por mais que eu não entenda, eu sei o que foi e é horrível.
Eu encaro isso e enfrento, porque é o que precisa ser feito e você faz eu querer ser essa pessoa melhor, mesmo não estando mais aqui. Mesmo não sendo parte disso. Eu sei que não foi ninguém além de mim que causou tudo isso.
As lembranças dos nossos momentos juntas, em presença, como foi tudo perfeito, mesmo que com algumas brigas, as nossas trocas. O primeiro encontro e até a despedida no aeroporto, o frio na minha barriga de te ver passar pelo embarque e a vontade de ir lá, buscar você, não te deixar ir...
Você nem de longe imagina o quanto foi amada.
Enquanto por anos você me desejou em silêncio, por meses eu te desejei em compensação a isso.
Era você daí, onde você está, e eu daqui. Desejando verbalmente, sonhando com o dia que iríamos nos encontrar. Assim fomos fazendo a nossa história: em detalhes, mínimos detalhes. Até conhecer o seu melhor amigo aí, a sua prima, tudo... 
Eu lamento que as coisas tenham se feito dessa forma, que os seus sentimentos tenham se esvaído, que eu causei isso. 
Eu queria poder ter te dito isso, queria ter podido te olhar nos olhos, te dado um abraço. 
Eu mereço toda a culpa e desisto de ser endireitada.
Eu já não posso mais te dizer essas coisas.
Eu já não me permito sentir mais. Mas eu sei que você me ensinou uma nova forma de amar e que independente de qualquer coisa, até mesmo a distância, é possível se doar. 
Eu sei que eu já sinto sua falta, que a saudade é inevitável.
Sua voz doce, seu jeitinho de conduzir a vida, sua forma radical irredutível de acreditar, seu ciúmes possessivo enrustido de doçura... é isto!
Tudo isto e muito mais que fomos, que você causou em mim, em como tem muito de você em mim... 
Eu sei que estamos em paz, cada uma.
Eu amo você, amo muito! É genuíno, é lindo! 
Eu espero que você ainda tenha minha blusa de unicórnios. Eu espero que você ainda tenha a gente! 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

MEDO

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia?
Que morre no amor, na tristeza, na dúvida, no desejo.
Que te renovas todo dia:  
No amor, na tristeza, na dúvida, no desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas. 
Até não teres medo de morder.
E então serás eterno.
 
Não sejas o de hoje. 
Não suspires por ontens... 
Não queiras ser o amanhã.
Faze te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens, em todas as existências, em todas as mortes.
E sabe que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade... 
É a eternidade.
És tu. 



DE SENTIR TANTO MEDO MAIS TANTO MEDO, QUE DEIXAMOS DE VIVER, DEIXAMOS DE EXISTIR!!!
ESQUECEMOS QUE MESMO COM MEDO TINHAMOS QUE VIVER, TINHAMOS QUE EXISTIR...
QUE NÃO PODERIAMOS DEIXAR O MEDO E/OU A ANSIEDADE NOS CONSUMIR, OU EU MESMA, DEIXAR ME CONSUMIR
O PASSADO ESTAVA ALI, ASSOMBRANDO E INALTERADO,
O PRESENTE ACONTECENDO PARA A CHEGADA DO FUTURO TÃO ESPERADO...

TENTAR APAGAR LEMBRANÇAS NÃO SIGNIFICA NADA MAIS.

BENDITO SEJA O NOSSO PASSADO, MALDITO SEJA O NOSSO NÃO RECONHECIMENTO DO NOSSO PRESENTE MOMENTO ...

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Me dedico!

Eu adoro a ideia de não desistir das coisas, quer dizer, de nunca desistir das coisas. As coisas que eu realmente acredito e como o passar dos dias me convencem mais ainda de que vale a pena... Sonho com o coração, realizo com muita dedicação e o máximo de razão.

Adoro a forma que o limite não existe, ressignifico o aprendizado, me inspiro no simples e complexo, não meço esforços para realizar os sonhos e como foco, me empenho e dedico...
Carrego o peso das noites em claro, dias de estudo, livros e fatos científicos, trabalho, exercito, interpreto, decifro, estudo, me reviro, sou caxias, nerd, porque me apaixono perdidamente pelo que acredito, me agarro com amor... Meu símbolo do pensamento.
Defendo com unhas e dentes, sempre mantendo o senso de justiça, não me rendendo aos acasos, ou conseguindo conciliar... Carrego sim, com muita firmeza, me arrisco, encaro o abismo sem temer o o impossível, as vezes até gosto dessa emoção durante o percurso...
Vou me moldando com muita consciência.
Eu me apresento ao infinito!

Como cada realização me traz uma alegria e felicidade por cada objetivo vencido. 

Desde muito criança eu sempre fui muito competitiva e focada, do meu jeito, mas sempre fui, e tudo que eu realmente quis eu consegui... 

Não será diferente agora. Tenho certeza disso!


Oi tempo

De repente seus movimentos são acordes inesquecíveis que dominam a máquina que desliza obediente pelas ruas encruzilhadas das estradas, pelas veredas de lugares inóspito... 

De repente cada movimento representa um pedaço de voce, uma parte da historia que voce carrega…

Não que sejam só os movimentos, mas tudo que ele carrega, uma lembrança construída, uma memória genética...
Hoje eu viajei pelas memórias literárias da minha infância, adolescência…
Nos livros que escrevia para as oficinas de literatura e as músicas que compunha para as aulas de musica.
Nas fotos da infância, adolescência… 
Uma viagem no mundo dos vivos e no mundo, dos agora, mortos.
Imaginar que de alguma forma, minha vida poderia ter seguindo um rumo COMPLETAMENTE DIFERENTE do que é agora, que eu sequer teria me aproximado de viver coisas que vivi e vivo. 
Independente de qualquer coisa, como sou feliz com a vida que tenho, tudo que me permito e quero me permitir.
Acho que tudo me fez entender um pouco desse meu desejo por adrenalina, certas anestesias, prazeres… um pouco desse olhar para vida e morte que tenho.
Desse excesso de vontade vida e da ausência do medo da morte. 

Foi uma viagem no tempo. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Um pouquinho de mim

Pequeno resumo do meu manual de uso:

É possível invadir ou chegar com delicadeza, só com não tanta delicadeza e tão devagar ao ponto de me fazer dormir.
Não grite comigo, porque além de me assustar, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas… permita que eu escove os dentes primeiro e tenha meu momento cafezinho.
Fique a vontade para me tocar, principalmente nos cabelos, a vontade para me fitar com os olhos e minta para mim sobre minha nocauteante e diferente beleza.
Tenho vida própria, as vezes pareço distante, não intencionalmente sou só eu distraída com no meu mundo, me faça sentir saudades, conte coisas que me façam rir, conte piadas e não seja preconceituosa, intransigente, intolerante, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para quando me encontrar, reconhecer em mim um porto seguro, um albergue da juventude, pois estarei aberta e com todo prazer para te acolher e te receber em meus braços.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa, que talvez você nem entenda no momento.
Respeite meu choro quando acontecer, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Ou seja, fique sim comigo quando eu chorar, ta bem?). Quando necessário seja mais forte que eu e menos altruísta!
Posso ser brava ou muito brava as vezes, como também ser a pessoa mais doce e fofa que você ja viveu na vida.
Não se vista tão bem, mas também não se vista tão mal… gosto de camisa para fora da calça, cabelos bagunçados, gosto de braços, gosto muito de pernas e de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos e até mesmo um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade, para que assim eu possa cuidar de você.
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Você pode odiar a vida doméstica e os agitos noturnos, como também ser um pouco caseira e um pouco da vida.
Não seja escrava da televisão, nem xiita contra, podemos fazer programas legais no sofá e TV.
Não seja minha escrava, nem minha filha, nem minha mãe, mas as vezes seja todas elas. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca…
Goste de música e me mostre seus gostos, seus gostos por arte, política, vida, tudo... vou adorar viver mais você, goste de sexo.
Goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, pode me apresentar sua família… se calhar… deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.
Quero ver você nervosa, inquieta, olhe para outras pessoas, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Me conte seus segredos, os "banais" e os mais íntimos, me faça seu confessionário, orelhas… me faça massagem nas costas.
Fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.
Me rapte!
Se nada disso funcionar… experimente me amar.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Cura

 “Esses dias eu li a seguinte fala do Bert Heringer: “É um erro grosseiro pensar que os clientes querem livrar-se de seus problemas. Muitas vezes, só desejam que sejam confirmados.” Imediatamente me veio à cabeça uma frase que li há anos, do Hipócrates: “Antes de curar alguém, pergunta-lhe se está disposto a desistir das coisas que o fizeram adoecer”.

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Lembrei-me ainda de várias pessoas que berravam um teórico desejo desesperado de se curarem, mas que fugiram raivosos quando confrontados com o que deveriam fazer para isso.

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Não se enganem: curar-se envolve sentir dor (e, por isso, requer coragem). E não poderia ser diferente... Cuidar de uma ferida física requer manipulá-la, limpá-la, medicá-la e, muitas vezes, costurá-la. Por que seria diferente com as feridas da alma? E curar-se delas exige, ainda, parar de alimentá-las. Caso contrário, isso se torna um ato tão frustrante quanto o de tentar enxugar gelo.

Aonde chega uma pessoa que adoece por sentir raiva pelo pai, mas que não está disposta a ressignificar essa raiva (não para transformá-la em indiferença, mas em amor)?

E uma pessoa que tem depressão por desrespeitar a si mesma sem limitar o que solicitam dela, mas nunca está disposta a experimentar oferecer um inicialmente doloroso “não” a quem extrapola os seus limites já conscientes?

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E a que está cansada de chorar, mas não está disposta a se despedir emocionalmente de quem já foi embora há muito tempo?

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Elas não chegarão a lugar algum.

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E todas as mágicas superficiais da moda, sejam mudanças de crenças, de vibrações mentais ou técnicas de fortalecimento de força de vontade, fornecerão, se muito, apenas uma melhora momentânea.

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APEGADOS ÀS CAUSAS, ALIMENTAMOS AS CONSEQUÊNCIAS.

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Como disse Hermes Trismegisto: “Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade, mas NENHUM ESCAPA À LEI”. Ou seja, gostemos ou não, somos responsáveis por tudo que nos acontece... E, se desejamos mudar as consequências, precisamos, sim, nos desapegar das causas.

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Não há outro caminho

O Quero

Eu acredito nos acasos, nas casualidades, nos encontros, nos desencontros, nas passagens, nas chegadas...
Eu acredito nas conversas que temos, em todas que já tivemos, nas músicas que cantamos, nos filmes que assistimos, nos livros que lemos...
No que somos e nunca deixamos de ser.
Eu acredito que podemos ser muito fortes, muito mais do que imaginamos.
Podemos ser como todos, podemos ser únicos, podemos ser como quisermos.
Quero que faça sentido, que não faça sentido algum, que a gente se perca para se achar ainda melhor, que entre nós, não exista lei.
Quero ser tudo que tem graça, que tem gosto e da pra sentir.
Quero o que mais me da vontade e quero vontade pra prosseguir.
Quero voar, mergulhar, morrer e matar a vontade de querer... 
Quero ter! Quero ser!

domingo, 30 de agosto de 2020

Acolhimento

Eu não sei de tudo que você já enfrentou nessa vida, das coisas que enfrentou e de como precisou fazer.
Não sei quantas vezes você se encontrou caída no chão, sozinha, sem ninguém para te ajudar a levantar, se teve ajuda ou não.
Não sei quantos tropeços te deram, quantos te derrubaram realmente.
Não sei das suas dores e cicatrizes, se já passaram ou se ainda estão aí, e como elas estão.
Você não precisa me contar se não quiser, apesar de que eu gostaria de saber e tentar, mas eu entendo, pelo menos tento. Talvez eu não sinta exatamente o mesmo, porque isso seria realmente impossível, mas juro que tento entender mais a cada dia.
As vezes quando seus olhos estão cansados se parecem com os meus. Sua boca, que pronuncia as palavras tão calmas, doces, as vezes vejo grosserias e sei que não são suas. Eu sei que atrás do seu sorriso, muitas vezes, se escondem vários não-sorrisos. Eu sei que nas suas brincadeiras, se escondem uma vontade de chorar baixinho, calada, sem plateia alguma que possa te julgar, de um momento tão íntimo e seu, que não se permite nunca compartilhar. Eu sei também que no seu “não foi nada”, existem vários “tudos” que ninguém nunca para para escutar, desse jeito que você gostaria que fosse. Acredite, eu sei como é.
Sei como é você gritar calada por um pedido de socorro e todos te olharem e simplesmente passarem reto, porque isso não está claro para eles.
Mas olha, eu quero que você saiba que não vou ser uma dessas pessoas. Sei que talvez agora, você não acredite. Eu também não acreditaria, mas vou te provar que vai ser diferente, vou te mostrar que aqui é peito, colo, aconchego, dengo, abraço, acolhimento. Você não precisa se cobrar tanto e tampouco ser perfeita, que seus defeitos são efeitos sobre tudo. Vamos aprender juntas a seguir esse caminho. Não vou te abandonar na primeira dificuldade. Não vou te julgar ou te deixar pra trás.

Eu já estive em um lugar parecido com o seu e, vez ou outra, me deparo voltando para o mesmo. Ninguém foi capaz de me escutar mais do que cinco minutos e dizer tudo isso que eu estou te dizendo agora. Ninguém nunca foi tão por mim o que eu quero ser por você e para você, algumas pessoas chegaram a tentar, não vou ser injusta. Quero que você saiba, deixando bem claro, que isso não é uma troca de favores, nunca será. Estou aqui, inteira para você porque o meu coração quer estar. Então vem, segura a minha mão. Agora aperta e não solta. Estamos juntas nisso de verdade. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Marla Medeiros

Veio como 
                  FOICE
                  FOI SE
Como veio.